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RENATO RIELLA (Blog)
Mas, na campanha presidencial, junto com temas inúteis, como casamento gay, estão discutindo se o Estado brasileiro será laico – ou não. Vivi a vida toda falando sobre ateus, sobre homens sem fé, os quais respeito e até admiro, se respeitarem os contrários. Agora, discutir Estado laico no Brasil é pura armadilha para impedir que Marina Silva (PSB) possa abordar temas de interesse real da sociedade. No Google, vejo que ser laico significa não pertencer a uma religião ou não estar sujeito a qualquer religião, ou mesmo não ser influenciado por ela. Na prática, o Brasil já é assim, pois cada brasileiro tem imensa liberdade para acreditar ou não em qualquer fé. Mas, convenhamos, quem tirará o Natal do nosso calendário? Quem eliminará a Sexta-Feira Santa da nossa vida? Mesmo a presença de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil é um valor cultural do qual não nos libertaremos tão cedo. Vemos que, em diversas cidades, já existe o Dia do Evangélico. E, na minha Bahia, por incrível que pareça, a Lavagem da Igreja do Bonfim é uma festa do candomblé, verdadeiro feriado que atinge mais de um milhão de pessoas. Não me fale de laico num país que para as cidades, emocionado, quando recebe a visita de um Papa. Discutir se seremos laicos é fugir dos temas reais, dos temas cruciais, dos temas mortais. Chega de bobagem, pessoal! Vão catar coquinhos na mata, que dá mais lucro. |
Levei mais de 60 anos da minha vida sem conhecer a palavra “laico”. Nunca me fez falta e hoje não me serve para nada