Eis um trecho:
Tanto Dilma quanto Aécio, na hipótese de Marina se candidatar, terão de rever seu projeto de campanha eleitoral. Digo isso porque, até aqui, um dos principais problemas dos candidatos é a indiferença de grande parte do eleitorado.
Quase a metade dele se mostra desinteressada das eleições, uma vez que nenhum dos candidatos tem conseguido empolgá-la.
É que nem Dilma, nem Aécio, nem Eduardo têm significado, para essa parte do eleitorado, a alternativa capaz de mudar de fato o rumo tomado pela política no país e impor-se como uma alternativa renovadora.
Em circunstâncias normais, tampouco Marina Silva representaria isso; no entanto, em face da morte trágica de Eduardo Campos, pode ser que a candidatura dela introduza no combate eleitoral o fator emocional que estava faltando. Mas uma coisa é certa: no primeiro turno ninguém ganhará as eleições presidenciais de outubro.
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