A caserna contra os black-blocs

Leandro Mazzini – Coluna Esplanada

 Partiu de 12 generais quatro estrelas do alto comando da Força a decisão de reformular o CIE – Centro de Inteligência do Exército para monitorar movimentos sociais, como revelou a Coluna. A decisão foi acolhida pelo ministro da Defesa, Celso Amorim – o 13º membro do Estado Maior. O Exército passará a ter mais autonomia em operações de campo, para mapear grupos e descobrir quem é quem nos black-blocs, sem-teto e sem-terra.

Haverá serviço de inteligência e contra-inteligência nas capitais e interior. É consenso entre militares e no governo que parte desses grupos perdeu a legitimidade e, se continuarem com badernas e invasões, eles entrarão na ilegalidade.

É questão de soberania nacional, dizem fontes da Caserna, por se tratarem de grupos que já têm ligações com crime organizado (e o desorganizado também). Embora o Exército negue, não são descartadas infiltrações. Esse serviço de inteligência, até agora, estava restrito às operações da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).