Estadão Conteúdo. O PSB decidiu, na noite de ontem (26), lançar o ex-prefeito e ex-deputado Tarcísio Delgado candidato ao Governo de Minas Gerais. Com a candidatura própria, os socialistas mineiros garantem um palanque para a campanha à Presidência da República do ex-governador Eduardo Campos (PSB) no segundo maior colégio eleitoral do país, principal reduto político do senador Aécio Neves (PSDB), principal adversário de Eduardo no campo da oposição à presidente Dilma Rousseff (PT). Tarcísio Delgado é pai do presidente do diretório mineiro do PSB, o deputado federal Júlio Delgado, que era o pré-candidato da legenda e cujo nome era defendido inclusive pela direção nacional socialista, mas que retirar o próprio nome e lançar o do pai na reunião realizada ontem pela comissão encarregada de definir o rumo do partido nas eleições majoritárias de outubro. O ambientalista Apolo Heringer, do Rede Sustentabilidade, também havia lançado a pré-candidatura, mas anunciou sua saída da disputa na convenção do partido no último dia 21 de junho, quando foi decidido que a posição do partido no pleito seria definida por uma comissão. “Essa decisão não me contempla, pela forma que o Júlio conduziu o processo. Mas, pela coerência, não poderia votar em aliança com o PSDB”, afirmou o vice-presidente do PSB de Minas Gerais, Mário Assad, referindo-se à escolha de Tarcísio Delgado. Júlio Delgado, que voltará a disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, justificou a decisão com a falta de tempo para se dedicar à campanha para o governo. Ele também é aliado de Aécio Neves e chegou a declarar apoio a Pimenta da Veiga antes de Heringer lançar a pré-candidatura. “Continuo como relator do caso do André Vargas no Conselho de Ética, sou membro da CPMI da Petrobras, que vai ter um desdobramento muito maior em julho e agosto e são meses iniciais da campanha”, salientou. E observou que ainda está encarregado dos “encaminhamentos no sentido de possibilitar as coligações com os partidos que estão abertos à aliança proporcional”, como o PHS e o PPL. Júlio ressaltou ainda que o nome de seu pai “tem apoio do Eduardo Campos, da Marina Silva (candidata a vice-presidente na chapa do ex-governador), da direção nacional do PSB e de alguns descontentes do PMDB e de outros partidos”. |