A vice-prefeita do Cabo de Santo Agostinho, Edna Gomes (PSB), rompeu, hoje, com o prefeito Vado da Farmácia (PSB). Ela chegou a conclusão de não dá mais para continuar caminhando ao lado do prefeito, uma vez que este não está mostrando interesse em trabalhar nas questões de interesse do povo do Cabo. Segundo Gomes, o caos impera no município. “Há um desmonte no sistema de saúde. Os hospitais não funcionam. Não há médicos e medicamentos nas unidades de saúde. O hospital infantil, que era uma referência, vive numa penúria, caindo aos pedaços”, desabafou. Por incompetência da gestão, segundo ela, há uma falência nas políticas públicas de assistência social. O Cabo de Santo Agostinho, que já foi referência nas políticas de defesa dos Direitos da Criança e dos Adolescentes, hoje ocupa, vergonhosamente, o primeiro lugar no ranking da pedofilia. A Política de Combate à Violência Contra a Mulher inexiste no Município, que hoje ocupa o terceiro lugar em assassinatos de mulheres. Veja a sua carta de rompimento: “Apesar da cidade do Cabo ser a quarta cidade do Estado em arrecadação, inexiste ação. Não há governo. A desorganização e a desordem imperam na Cidade. Hoje as invasões proliferam na cidade com a permissão e anuência do prefeito, inclusive de áreas verdes, o que configura crime de responsabilidade. Infelizmente, o prefeito inverte as prioridades. A cidade chafurda e o governo vai gastar mais de R$ 2 milhões em festas. Isso é um absurdo. Uma irresponsabilidade, que demonstra a falta de compromisso do gestor. O Tribunal de Contas do Estado deve, urgentemente, fazer uma auditoria especial nos contratos firmados pela Prefeitura do Cabo, pois os mesmos não resistem a uma análise simplória dos auditores daquela Corte de Contas. A modalidade mais praticada de licitação é a dispensa. Os contratos são aditados e majorados de forma absurda, não justificada por qualquer serviço. As ruas que seriam pavimentadas com os recursos do FEM estão do mesmo jeito, embora conste na prestação de contas apresentadas ao Governo do Estado como pavimentadas. Um verdadeiro crime. Desde que assumi o cargo, jamais tive nomeados os Cargos em Comissão, pertencentes à Vice – Governadoria. Sou vice-prefeita do Município e não do prefeito Vado. Não posso concordar com esse caos e abandono a que está submetido essa cidade. As autoridades, o Ministério Público, o TCE, precisam tomar as providências. O povo não merece esse descaso. É lamentável que em plena Região Metropolitana de Recife, um prefeito se comporte como se fosse um político de um grotão, na década de 30, do século passado”. |