JC Online. Depois de descartar sua candidatura ao Senado Federal e três semanas depois ser anunciado ao posto, o ex-ministro Fernando Bezerra Coelho (PSB) tentou demonstrar empolgação com sua função na chapa majoritária articulada pelo governador Eduardo Campos (PSB) para a sucessão estadual. Ontem, no ato de lançamento da chapa socialista, o ex-ministro disse que “quer muito ir para o Senado Federal” e que não vai ter a menor dificuldade em criticar o Governo Federal, mesmo tendo comandado a pasta da Integração Nacional na gestão Dilma Rousseff (PT) até cinco meses atrás. Em uma referência ao desejo de que queria ter sido escolhido candidato ao governo, Fernando Bezerra exaltou que “o projeto maior que Pernambuco está sendo desafiado [a pré-candidatura de Eduardo Campos ao Palácio do Planalto] subordinou as vontades pessoais”. Em entrevista após o ato, o ex-ministro disse que foi convencido por Eduardo Campos a ser candidato ao Senado Federal, com o argumento de que vai atuar como peça fundamental no Poder Legislativo, caso o governador conquiste o Palácio do Planalto, e na campanha do estreante Paulo Câmara. “Isso é página virada. Na verdade, o processo foi aberto para que todos pudessem se colocar e eu me coloquei, talvez com mais intensidade do que os outros, porque era uma expectativa que eu acalentava há um tempo. Estou feliz por estar sendo útil à Frente Popular”, sustentou. Em relação às críticas ao Governo Federal, o ex-ministro disse que não há constrangimento porque o foco serão as políticas públicas, não questões pessoais. “O que avançou, nós reconhecemos, mas hoje temos uma pauta que precisa ser enfrentada. O PSB se apresenta com uma proposta de pós, não de contra”, argumentou. |