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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator do processo do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, negou nesta sexta-feira (21) pedido de prisão domiciliar ao ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) e determinou que ele seja preso em regime semiaberto no Rio de Janeiro. Jefferson era o único que seguia em liberdade entre os condenados do processo do mensalão que já poderiam estar presos. A defesa informou que ele se entregará assim que for notificada. O Supremo não deu mais detalhes sobre a ordem de prisão. A direção da Polícia Federal, em Brasília, informou ao G1 que ainda não recebeu o mandado de prisão. Quando pediu a prisão domiciliar, Jefferson informou ao Supremo que queria permanecer na cidade onde mora, o Rio de Janeiro. Em razão disso, Joaquim Barbosa pediu informações ao Tribunal de Justiça do Rio para saber se o estado tinha condições de receber o condenado, que apresenta problemas de saúde. O tribunal respondeu que sim. Acontecerá com Jefferson o mesmo que ocorreu com o ex-advogado de Rogério Tolentino, que se entregou em Minas Gerais e lá ficou preso. Nas primeiras prisões do processo do mensalão, em novembro do ano passado, Joaquim Barbosa determinou que todos os presos viessem para Brasília, entre eles o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Delator do esquema do mensalão, Jefferson pediu ao Supremo para cumprir a pena imposta no julgamento em casa, mas teve o pedido negado. Condenado a 7 anos e 14 dias de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, ele alegou que precisa de cuidados médicos especiais porque ainda está em tratamento contra um câncer no pâncreas. |