Eduardo desaprendeu política?

     

     *Por  Henrique Barbosa

Será que o governador Eduardo Campos (PSB) está desaprendendo a arte de fazer política? Não creio, mas mandar o prefeito Geraldo Júlio convidar o ex-ministro da Integração Nacional Fernando Bezerra Coelho para um almoço na sede da Prefeitura do Recife e sondá-lo para saber se gostaria de disputar o Senado foi, data venia, ruim. Deu em nada.

Ora, se Fernando Bezerra Coelho respondesse de forma positiva estaria se liberando da disputa para o Governo de Pernambuco, que é o que deseja, sonha e tem pesadelos, diariamente.

Ao não dizer nada, saiu da Prefeitura ainda na disputa e, candidatíssimo.Se ainda não existe candidato definido pelo governador porque ele iria se auto excluir. Estaria dando um tiro no próprio pé.

Então, a missão do prefeito Geraldo Júlio não foi concluída. Ela só estaria completa se houvesse uma resposta do ex-ministro. E o almoço só não foi indigesto pela amizade que une os dois políticos.

O prefeito do Recife foi secretário da Fazenda de Petrolina na gestão de FBC em 2002. Como são amigos, a conversa ficou em banho-maria e nada resolvido. A resposta que o governador queria ele não obteve.

Conhecido por sua leveza e educação, Eduardo jamais iria constranger um aliado do peso de Fernando Bezerra, que já demonstrou sua fidelidade ao governo, mesmo que muitos acreditem que não.

Preferiu um interlocutor de confiança. Não deu certo. O ex-ministro só daria uma resposta se o prefeito tivesse a autorização ou soubesse do nome do candidato ao Governo. E ele não quer o senado.

Quer o executivo e acha que chegou a sua oportunidade. Queria o Senado em 2010. Mas, preterido em prol de Armando Neto e Humberto Costa, hoje adversário do Governo, desistiu da ideia. 

O problema voltou para o colo do governador. Em sua mesa permanece os nomes de Tadeu Alencar, Paulo Câmara, Fernando Bezerra Coelho e o vice-governador Joâo Lyra Neto, este continua calado e sem entender o motivo em não ser o candidato natural da aliança que deu certo há oito anos. .

O certo, é que a escolha do candidato do PSB está virando uma novela interminável e deixando os pretensos candidatos completamente estressados.

O governador precisa definir logo o nome para poder apresentá-lo à população e ficar livre para percorrer o País na sua candidatura à Presidência da República, cuidar de Marina Silva e das alianças estaduais.

* Jornalista

fonte:blogdomagno