Revoltado com a situação, a qual ele já classifica, inclusive como “insuportável” José Carlos Nedel, diretor de Estratégia Sindical da Federação Nacional dos Policiais Federais começa a soltar as bombas. Juntando tudo, agentes, escrivães e papiloscopistas, se preparam para uma greve geral sem precedente na história deste País
Foto: ArquivoCastigo. A Polícia Federal não pode mais prender “peixe grande”, nem mesmo os “lambarizinhos”. Depois de grandes operações vieram as determinações esdrúxulas, inclusive com sete anos de penalização com salários já defasados e sem aumento. Sucateada e vendo o Governo Federal contar mentiras, com apoio apenas dos delegados, três categorias, todas com nível superior vão partir para a ofensiva e trazer a público todas as “mazelas”, antes encobertas. Umas das “mazelas” foram as demissões voluntárias de mais de 100 PFs que deixaram seus cargos por causa, principalmente dos baixos salários e porque, mesmo com curso superior, eram tratados como ensino médio. Ou seja, apenas com o segundo grau. Os PFs podem parar já nesta quarta-feira, 5.
Revoltado com a situação, a qual ele já classifica, inclusive como “insuportável”, José Carlos Nedel, diretor de Estratégia Sindical da Federação Nacional dos Policiais Federais começa a soltar as bombas. Juntando tudo, agentes, escrivães de polícia e papiloscopistas policiais, se preparam para uma greve geral sem precedente na história deste País.
“Não estão sendo planejadas simples paralisações, pois queremos verdadeiras campanhas de conscientização da sociedade. Sempre buscamos o debate com o Governo Federal, mas a situação se tornou insuportável, pois somos os únicos servidores públicos da história do Brasil com sete anos de congelamento salarial, e é evidente que a Polícia Federal está sendo sucateada como forma de castigo pelas operações que fez”, detona Nedel.
O movimento de paralisação geral começou nesta quarta-feira, 29 de janeiro, quando presidentes de Sindicatos dos Policiais Federais de todo o País se reuniram em Brasília. Na ocasião foi aprovado o indicativo nacional de greve para a categoria dos agentes federais, que compreende mais de nove mil servidores, somados os agentes e escrivães de polícia, e também os papiloscopistas policiais.
O calendário de paralisações será gradativo e já está sendo planejado o direcionamento político de todos os atos públicos. Já estão sendo elaboradas campanhas de denúncias que apontarão o descaso e falhas gerenciais nas políticas federais relacionadas à segurança pública, e seus efeitos para o aumento da violência e criminalidade em todo o país.
A Federação Nacional dos Policiais Federais anuncia que a agenda de paralisações será confirmada em assembleias estaduais nos próximos dias 4 e 5. Segundo os dirigentes sindicais, a entidade continua aberta para negociações com o Governo Federal, mas dezenas de reuniões nos últimos anos não abalaram a intransigência do ministro José Eduardo Cardozo.
Os agentes federais reclamam do descaso do Ministério da Justiça, que não reconhece as funções complexas hoje exercidas pelos agentes federais em inteligência, análise criminal, fiscalização, Interpol e perícia de impressões digitais. Apesar do nível acadêmico exigido para o ingresso em todos os cargos policiais desde 1996, eles ainda são tratados como servidores de nível médio.
“O governo mente. Diz que as fronteiras estão superprotegidas e não estão. Diz que os salários dos policiais das fronteiras foram engordados com quase R$ 100,00 por dia, mas é mentira. Até hoje, um anos depois de aprovada a gratificação, nada foi pago. Pior, a Governo não vai pagar o retroativo que prometeu”, pontua Erlon Brandão, presidente do Sindicato de Mato Grosso.
No calendário de cobranças, reivindicações e paralisações em greves gerais, segundo a reportagem do Portal de Notícias 24 Horas News apurou, vai trazer uma grande dor de cabeça para o Governo Federal: Os PFs de todo País pretendem ficar de braços cruzados durante a Copa do Mundo de 2014, caso o Governo não atenda suas reivindicações.
fonte:24 Horas News