Depois de ter sido notícia por autorizar a partilha de um vídeo de uma mulher a ser decapitada, o Facebook volta a dar que falar ao ignorar os pedidos de eliminação de um vídeo onde se vê um bebé a ser espancado de forma violenta.
No início desta semana, a maior rede social do planeta foi criticada por voltar a permitir a partilha de um vídeo de extrema violência, banido em maio. Agora, o Facebook volta a ser alvo de críticas ao não eliminar um vídeo onde aparece uma criança a ser espancada.
O vídeo em questão data de abril, mas voltou a chamar a atenção nos últimos dias. A publicação, feita por uma página generalista brasileira, já deu origem a mais de 414 mil partilhas e acumula cerca de 174 mil comentários, todos eles de reprovação. Imagina-se, portanto, que o número de denúncias ao Facebook também não ande longe dos milhares…
Tito de Morais, responsável pelo projeto “MiudosSegurosNa.Net”, foi uma das pessoas que denunciou esta situação à rede social, sem grandes resultados. O especialista pediu duas vezes ao Facebook que removesse o vídeo e a resposta, apesar de rápida, foi negativa: a rede social garantiu, das duas, que tinha analisado a situação, mas não tinha considerado que o vídeo violava os “padrões da comunidade”.
Para além de entrar em contacto com o Facebook, Tito de Morais alertou, igualmente, a “Linha Alerta” pois o vídeo retrata “um crime público e qualquer pessoa que o veja tem o dever de o denunciar”. “O Facebook está a lucrar com um vídeo que é um ato criminoso. Está a ser cúmplice com o crime”, garante.
O Facebook defendeu, esta semana, que este tipo de vídeos serve para condenar os agressores. Tito de Morais não concorda com a abordagem, garantindo que, “mesmo que seja um vídeo condenatório”, usar “um vídeo com o mau trato não é uma boa prática”.
jnpt