Prefeitura anuncia auxílio financeiro para famílias desabrigadas e aumenta valor do auxílio-moradia

Até agora, de acordo com a prefeitura, foram cadastradas 101 famílias que perderam suas casas. Foto: Teresa Maia/DP/D.A Press
Até agora, de acordo com a prefeitura, foram cadastradas 101 famílias que perderam suas casas. Foto: Teresa Maia/DP/D.A Press

Durante reunião extraordinária convocada para avaliar a situação dos desabrigados pelo incêndio ocorrido ontem na comunidade do Campinho, nos Coelhos, o prefeito do Recife, Geraldo Julio, anunciou que vai aumentar o valor do auxílio-moradia pago pela administração municipal para auxiliar no custeio de alugueis a famílias que perderam suas residências. O reajuste – que faz o benefício subir de R$ 150 para R$ 200 – vale para todos os cadastrados no programa, o que inclui pessoas retiradas de áreas sob risco de desabamento ou que perderam suas residências por conta de enchentes.

Além disso, a prefeituratambém vai conceder um auxílio emergencial de R$ 1.500, pagos em três parcelas de R$ 500, para permitir que as famílias comprem utensílios domésticos, móveis e roupas.

Até agora, de acordo com a prefeitura, foram cadastradas 101 famílias que perderam suas casas. Do total, 34 famílias precisaram ser removidas para um abrigo improvisado na Travessa do Gusmão, próximo à Praça Sérgio Loretto, bairro de São José.

Segundo o anúncia feito pela prefeitura logo após o incêndio, todas as famílias devem receber colchões, cestas básicas e kits de higiene pessoal, além de alimentação no próprio abrigo. Os técnicos da Defesa Civil passariam a noite no local do incêndio dando suporte às vítimas.

 

A Secretaria de Habitação informou também que está sendo construído, no bairro de São José, um conjunto habitacional para abrigar 384 famílias cadastradas que ocupam hoje trecho das margens do Rio Capibaribe, nos Coelhos, região central da cidade. Dividido em dois lotes, esse conjunto tem prazo de conclusão para dezembro deste ano. O lote 1 se chamará Conjunto Sérgio Loreto, terá 224 apartamentos e está sendo erguido nas proximidades da Praça Sérgio Loretto ao custo de R$ 8 milhões. Já o lote 2, com 160 unidades, será chamado Travessa do Gusmão e está orçado em R$ 7 milhões. A Prefeitura fará um cruzamento dos dados das famílias já cadastradas previamente com as vítimas do incêndio.

Protesto – No entanto, os ex-moradores da comunidade se queixam que as promessas não foram cumpridas. Revoltados com a falta de assistência eles ocuparam esta manhã o prédio da Escola Municipal dos Coelhos. A ocupação aconteceu por volta das 8h30, cerca de uma hora depois que os manifestantes fecharam a Rua dos Coelhos, na frente do IMIP e o Cais José Mariano, ateando fogo em pedaços de madeira. Equipes do 16º Batalhão da Polícia Militar e das patrulhas dos bairros de São José e Boa Vista estão no local. As vias permanecem com o tráfego interrompido.

Os representantes das mais de 100 famílias que estão desabrigadas, reclamam que não receberam qualquer ajuda da Prefeitura do Recife, além da disponibilidade de abrigo  em uma creche local.

A situação das pessoas continua sem definição. A comunidade reclama que, até o momento, a prefeitura não enviou colclhões, alimentos ou kits de higiene.  Ontem, a solução apresentada pela administração municipal, foi aguardar em um alojamento até que um prometido conjunto habitacional fique pronto o que deve acontecer em dezembro ou janeiro próximos. Alguns auxílios-moradia também deverão ser concedidos. A comunidade reclama que, até o momento, a prefeitura não enviou colchões, alimentos ou kits de higiene.

 

 

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