Seminário do PT com Dilma e Lula tem tom autocrítico

Dilma, Lula, Rui Falcão a Jaques Wagner reconheceram que o partido precisa corrigir rumos. Tema do encontro foi influenciado por manifestações populares

Gabriel Castro, de Salvador
Lula e a presidente Dilma Rousseff em São Paulo; encontro não estava previsto na agenda

O ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff (Ricardo Stuckert/Instituto Lula)

Com a presença de seus dois protagonistas – a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva -, o PT realizou nessa quarta-feira, em Salvador, um encontro que marcou o encerramento da celebração dos dez anos da chegada do partido à Presidência da República. Em tempos de protestos nas ruas, o tema escolhido foi “Participação popular e movimentos sociais”. E, apesar do tom laudatório, os discursos da noite incluíram o reconhecimento, pouco comum entre os petistas, de que algo não vai bem.

A presidente Dilma, última a discursar, voltou a defender os cinco pactos que propôs após as manifestações que tomaram as ruas do país, mas admitiu que existem falahas que precisam ser resolvidas. “Nem tudo está sempre nos conformes. E aí é que reside o perigo”, disse ela. “É importante porque, nos movimentos sociais, milhares e milhões de olhos veem aquilo que não está nos conformes.”

Durante a maior parte de seu pronunciamento, a presidente defendeu a tese de que a insatisfação popular é fruto dos avanços do governo petista. “Agora, somos cobrados a fazer mais. Nós queremos fazer mais e podemos fazer mais justamente porque fizemos’, afirmou. A presidente também defendeu a realização de um plebiscito sobre a reforma política e pediu “mais dez anos” para o PT no poder. (Site da VEJA).