
Em reunião com dirigentes de cinco centrais sindicais nesta quarta-feira (26), a presidente Dilma Rousseff (PT) disse que “não existe tarifa zero” para transporte coletivo e detalhou o pacote de medidas para conter a onda de protestos no país. “O meu governo vai disputar a voz das ruas”, afirmou Dilma, segundo relato de sindicalistas que participaram do encontro.
A presidente, porém, não conseguiu convencer os sindicalistas a suspender a greve geral marcada para o próximo dia onze, e, com isso, muitos deles deixaram o Palácio do Planalto sem esconder a irritação com o que chamaram de “falta de propostas”.
Dilma pediu apoio aos dirigentes das centrais ao plebiscito popular para votar a reforma política. Para ela, é “primordial” que as mudanças já estejam em vigor na eleição de 2014, quando disputará o seu segundo mandato.
Ela defende, por exemplo, o financiamento público de campanha, sob o argumento de que essa é a melhor forma de coibir o abuso do poder econômico. “A corrupção é um crime hediondo”, disse Dilma, ao lembrar um dos pontos do pacto lançado pelo Palácio do Planalto em resposta à onda de protestos.
Em 2005, o Partido dos Trabalhadores foi alvejado pelo escândalo do mensalão e hoje os petistas condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) aguardam o julgamento dos recursos, na tentativa de diminuir suas penas.
Com informações da Exame.