Moro responde às críticas de Lula e diz que a Petrobras ainda existe graças à Lava Jato

Investigações envolvendo ex-presidente Lula seguem para juiz Sérgio Moro –  PSDB – PE

Moro lembrou a Lula o que a corrupção do PT fez na Petrobras

Deu no UOL

O ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro (Podemos) rebateu fala do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse que a Petrobras só existe graças à Lava Jato, operação anticorrupção que prendeu políticos, dentre eles, o próprio petista. Agora, ambos são pré-candidatos às eleições presidenciais, que serão realizadas em outubro.

“Sabe por que a Petrobras ainda existe, Lula? Porque a Lava Jato impediu que o governo do PT continuasse saqueando e desviando recursos da maior estatal do Brasil. Se não fosse o nosso trabalho, talvez a Petrobras nem existisse mais. Felizmente, mudamos o rumo dessa história”, postou Sergio Moro, em seu perfil no Twitter.

DISSE LULA – A publicação de Moro é uma reação à fala de Lula, feita mais cedo, que criticou o reajuste nos preços da gasolina, diesel e GLP (o gás de cozinha) e deu como justificativa a privatização da BR Distribuidora, ocorrida em junho do ano passado.

O aumento vale para as distribuidoras e entra em vigor a partir desta sexta-feira.

“Sabe porque a gasolina, o gás e o diesel estão caros? Porque esse Brasil tinha uma grande distribuidora chamada BR que foi privatizada e agora você tem empresas importando gasolina dos Estados Unidos em dólar enquanto temos auto suficiência e produzimos petróleo em reais”, escreveu Lula, nas redes sociais.

CORRUPÇÃO NA PETROBRAS – O esquema que ficou conhecido como “Petrolão” foi investigado pela Operação Lava Jato, do qual Moro foi juiz. Em junho de 2021, no entanto, Moro foi considerado suspeito pelo Supremo para investigar Lula e suas decisões foram anuladas.

A Petrobras acumula cerca de R$ 6 bilhões de devoluções em decorrência de acordos de colaboração, leniência, repatriações e renúncias dos envolvidos em corrupção, segundo comunicado da companhia divulgado em dezembro.

A empresa atua como coautora junto ao Ministério Público Federal e da União em 31 ações de improbidade administrativa em andamento, além de ser assistente de acusação em 85 ações penais relacionadas a atos ilícitos investigados pela Operação Lava Jato, durante gestões passadas, com destaque para os governos do PT.