Patrícia Domingos entra no Podemos e assume de vez pré-candidatura ao Recife

‘Estou colocando minha vida à disposição do Recife’, disse a delegada Patrícia Domingos durante sua filiação nesta quarta (5) em Brasília

A filiação de Patrícia Domingos ao Podemos já vinha sendo ventilada / Foto: Luiz Wolff/PodemosA filiação de Patrícia Domingos ao Podemos já vinha sendo ventilada

Foto: Luiz Wolff/Podemos

A delegada Patrícia Domingos assinou sua ficha de filiação ao Podemos nesta quarta-feira (5) e pôs fim às especulações ao lançar a sua pré-candidatura à Prefeitura do Recife nas eleições municipais de 2020.

Ela esteve acompanhada da presidente nacional do Podemos, Renata Abreu, do presidente do Podemos em Pernambuco e deputado federal Ricardo Teobaldo e o líder do Podemos no Senado Álvaro Dias.

“Em gratidão ao povo pernambucano e pela nossa imensa vontade de promover mudanças sociais verdadeiras e construir o Recife que nós merecemos, eu estou hoje colocando a minha vida, o meu tempo à disposição do povo do Recife e mostrar que sim, juntos, podemos construir um Recife melhor”, disse a delegada, durante seu ato de filiação, ocorrido em Brasília.

Para Renata Abreu, a filiação da delegada representa um projeto que vem mudar o cenário regional”. Segundo ela, Patrícia representa todas as bandeiras defendidas pelo Podemos. “Da moralidade, (é uma) guerreira, lutadora, que não está se furtando da missão que o estado do Pernambuco está te convocando”, disse.

Patrícia foi titular da Delegacia de Polícia de Crimes Contra a Administração e Serviços Públicos (Decasp), extinta pelo governo de Pernambuco em 2018 para a criação do Departamento Especializado no Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Draco).

Á frente da Decasp, Patrícia Domingos ganhou notoriedade por chefiar investigações contra políticos e empresários pernambucanos. Com a extinção da Decasp, ela acabou sendo transferida para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

A nova pré-candidata ao comando do Recife afirmou que a extinção da delegacia que chefiava foi o ponto de virada para ela decidir entrar na política. “Quando a delegacia que nós titularizávamos no combate à corrupção foi fechada, nós tivemos naquele momento a interrupção de um importante trabalho de combate à corrupção que defendia os interesses republicanos. E naquele momento eu disse a mim mesma que eu escrevo a história da minha vida e que sou eu quem determina esse rumo. Hoje eu posso dizer a vocês que eu compreendi com todos esses fatos que me aconteceram, que na verdade você pode mudar o sistema sim, de dentro para fora”, disse a delegada.

Patrícia vinha sendo cortejada por partidos do campo da direita em Pernambuco, mas no final de janeiro, a sua escolha pelo Podemos começou passou a ganhar corpo. O Blog de Jamildo noticiou no dia 20 de janeiro que Patrícia já teria acertado com o Ricardo Teobaldo sua pré-candidata pela sigla. Mas, antes desta quarta (5), a delegada nunca havia confirmado publicamente que iria se candidatar.

Alianças

Questionada sobre em qual campo político figuraria na disputa pelo comando do Recife, seja o centro ou em uma aliança com os João Campos (PSB) ou Marília Arraes (PT), Patrícia foi taxativa ao dizer é “radicalmente contra” o que é chamado por ela de “familiocracias”. “É o domínio de um povo por gerações sequenciadas de pessoas, é o que a gente chama de políticos por herança genética”, afirmou.

João Campos, filho do ex-governador Eduardo Campos e Marília Arraes (PT), neta do governador Miguel Arraes, são primos, mas caminham em campos opostos e devem permanecer assim nas eleições municipais, já que Marília está se viabilizando como a pré-candidata do PT. “Nós somos radicalmente contra esse tipo de gestão e eu acredito sinceramente que Recife precisa dar um basta a esse ciclo de poder que se perpetua há tantos anos e abrir espaço para o novo, para uma gestão técnica, uma gestão de qualidade, com transparência, com bom gestão de recursos públicos e principalmente combatendo a corrupção dentro da própria gestão municipal”, disse Patrícia.

Renata Abreu lembrou que caberá a Ricardo Teobaldo “comandar essas articulações no Estado para fazer as alianças necessárias para que esse projeto de renovação política, da força da mulher e do combate à corrupção também chegue ao Estado do Pernambuco”, disse.

Segundo Ricardo Teobaldo, o nome de Patrícia é mais um para se articular com o grupo de oposição de Pernambuco. “Nós vamos dialogar, conversar com os atores da oposição de Pernambuco para que a gente possa através da entrada de Patrícia no Podemos fazer uma aliança forte em Pernambuco possa levar a oposição a ganhar as eleições para a Prefeitura do Recife”, disse.

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