OAB defende advogada repreendida por Marco Aurélio: “Vossa excelência é ela”

Advogada esqueceu de tratar como  ” ESSE LENTÍSSIMO MINISTRO”

Advogada Daniela Borges é repreendida pelo ministro do STF Marco Aurélio Foto: Reprodução

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou uma nota em defesa de Daniela Borges, advogada repreendida pelo ministro Marco Aurélio, em sessão do STF, que exigiu que os ministros fossem chamados de “vossas excelências”.

Na ocasião, a advogada fazia sua sustentação oral quando se dirigiu aos ministros pelo pronome “vocês”.

No comunicado, a OAB afirma que “somos todos iguais” e critica o espírito “colonialista” de Marco Aurélio.

Leia a nota na íntegra:

Sua Excelência é Daniela Andrade de Lima Borges

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, por meio de sua Comissão Nacional de Defesa das Prerrogativas e Valorização da Advocacia, anseia por um Brasil verdadeiramente republicano, um país onde só pode haver uma excelência: o povo.

Ontem, como todos os dias, a única excelência presente no tribunal era o povo, que bate às portas do STF sedento por justiça, esperançoso em encontrar juízes que respeitem os preceitos republicanos, que trabalhem por um Brasil mais livre, justo e solidário.

Já superamos os tempos colonialistas e ditatoriais, República é o que somos.

O Judiciário também é uma “res publica”, coisa do povo. A República há de tocar, definitivamente, o Judiciário, não há mais espaços para cortes e reis da justiça.

Somos todos iguais, já é tempo de compreender que a Carta despreza liturgias e costumes inadequados aos novos tempos republicanos.

Nas tribunas do Poder Judiciário a advocacia fala em nome do excelentíssimo povo e merece respeito de todos vocês juízes.

Por falar em nome e pelo povo, se há alguém que devesse ser chamada de excelência, ontem, esse alguém era a mulher advogada Daniela Andrade de Lima Borges.

Que viva e resplandeça cada vez mais a nossa excelência advogada Daniela Andrade de Lima Borges, que o seu exemplo renove os nossos ânimos para trabalharmos, cada vez mais, por um Judiciário verdadeiramente republicano.

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