Presidente da OAB é acusado de comprar votos no Pará e de favorecer o PT


Por Wilson Oliveira

Nesta segunda-feira, Felipe Santa Cruz, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, entrou definitivamente nas manchetes da grande mídia após o presidente Jair Bolsonaro afirmar que falaria como o seu pai, guerrilheiro da Ação Popular, grupo marxista da época do Regime Militar, sumiu. Mas a verdade é que o atual mandatário da OAB já foi motivo de algumas matérias, nada positivas.

Em janeiro de 2018, o site “Poder 360” noticiou que Felipe Santa Cruz era acusado de comprar votos no Pará. De acordo com o site, o então presidente da OAB do Rio Janeiro autorizou o gasto de R$ 120 mil da seccional do Rio para a confecção de 17 mil agendas destinadas a advogados da OAB do Pará. Ainda de acordo com Poder 360, o caso foi denunciado por Álvaro Quintão, presidente do Sindicato dos Advogados do Estado do Rio de Janeiro.

E se hoje Santa Cruz movimenta inúmeros companheiros para fazer bastante barulho sobre a postura do presidente Jair Bolsonaro, a verdade é que o presidente da OAB também não é um exemplo de classe nem decoro. Por meio de uma publicação no Twitter, ele já chamou advogados brasileiros de “filhos da puta”.

De acordo com o site O Antagonista, em maio deste ano, Santa Cruz bateu boca com advogados após postar sobre um evento de fake news que contou com a participação dos ministros Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski. Na ocasião, Santa Cruz respondeu a um dos seus oponentes na discussão: “Pelo menos eu sei quem é meu pai. Os filhos da puta não costumam saber (…) Você sabe quem é seu pai?”.

Outro caso ainda mais curioso, também publicado por O Antagonista, diz respeito a um contrato que o presidente da OAB teria com a Petrobras no valor de 2,5 milhões de reais. Na nota de O Antagonista, também há a informação que a Petrobras, defensora da Lava Jato, encerraria tal contrato.

O fato da Petrobras ser favorável à Lava Jato recai sobre outra acusação que Felipe Santa Cruz enfrenta: a de usar a OAB para lutar contra a maior operação de combate à corrupção do Brasil e também para atacar seus principais nomes, como o ministro Sérgio Moro e o juiz Marcelo Bretas. Essa postura inclusive já fez advogados prepararem o impeachment de Santa Cruz.

Em fevereiro deste ano, Santa Cruz defendeu o fim da Lava Jato em entrevista para a Folha de S. Paulo. Ele afirmou que “o Judiciário, assim como qualquer outro Poder, deve responder pelos seus erros. Os crimes, quando e se praticados, devem ser levados à Justiça. Não devemos fazer da Lava Jato um livro em fascículos interminável”.

Em outra publicação, O Antagonista trouxe a informação que Felipe Santa Cruz chamou Sergio Moro de chefe de quadrilha, também neste ano de 2019, assim como em outro momento, em que o presidente da OAB chamou o juiz Marcelo Bretas de “vedete”, e a Lava Jato do Rio de “partido político”.

Logo após o ataque de Santa Cruz a Bretas, o Movimento Advogados do Brasil divulgou um manifesto para repudiar as declarações do presidente da OAB, Felipe Santa Cruz. O texto dizia que Santa Cruz “continua usando a instituição para manifestar seu posicionamento político pessoal, atacando a maior operação de combate à corrupção, a Operação Lava Jato”.

Ao que parece, Felipe Santa Cruz está acostumado a sair atacando seus desafetos, do jeito que quer, mas desta vez ele recrimina Bolsonaro, como se o presidente da OAB fosse um exemplo de liturgia pelo cargo que ocupa.

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