Raul Henry não descarta concorrer a prefeito em 2020

“Resolvemos virar a página. Quando a gente guarda ressentimento, isso faz mal”

Raul Henry na Rádio Folha

Raul Henry na Rádio Folha                          Foto: ALFEU TAVARES
Por: Renata Bezerra de Melo – Folhape

Presidente estadual do MDB em Pernambuco, Raul Henry tem o nome ventilado entre aliados e até entre oposicionistas para concorrer à Prefeitura do Recife em 2020. Nas coxias, fala-se que ele é uma alternativa capaz de “unir”. Na condição de deputado federal, Henry poderia entrar no páreo sem precisar abrir mão do mandato. Indagado se considera a hipótese, ele sorri e sapeca: “A pergunta é sempre essa: ‘Considera essa hipótese ou descarta?’. Discreto e ponderado em suas falas, Henry cuida de falar em primeiro lugar da estratégia do partido para a corrida municipal, já adotada em 2016, “que foi lançar o maior número possível de candidatos”. Raul gosta de grifar que o MDB de Pernambuco “foi a secção estadual que mais cresceu no Brasil”. Em 2016, o partido elegeu 17 prefeitos, 15 vice-prefeitos e terminou como a segunda força em 13 municípios. Henry destaca: “E queremos repetir essa estratégia”.

Na eleição de 2016, segundo ele, a maioria dos prefeitos que o partido elegeu nunca tinham disputado mandato. “Estamos nesse trabalho de mapear o Estado”, pontua. Raul fala da “credibilidade” da sigla em Pernambuco e, só aí, se refere diretamente à Capital: “A questão do Recife vamos resolver no ano que vem!”. Avalia que”o processo político está numa dinâmica muito grande”. E avisa: “Vamos resolver com muita tranquilidade”. Ele evita falar de si mesmo e se aprofundar no debate majoritário. Mas questionado se descarta, devolve: “Descartar, não!”. Volta a ponderar: “Temos que avaliar esse cenário em 2020 com absoluta tranquilidade”. Teria o apoio do senador Fernando Bezerra Coelho para concorrer? Henry, bem-humorado, sorri e desconversa: “Nosso clima é um clima de cordialidade, um clima de pacificação. Fizemos uma convenção estadual sem nenhum problema”. Henry registra que FBC participa da executiva estadual e é delegado na convenção nacional. E registra: “Nós resolvemos virar a página. O senador procurou a Jarbas (Vasconcelos) e a mim dizendo que queria estabelecer convivência pacífica e civilizada no partido e resolvemos virar a página. Quando a gente guarda ressentimento, isso faz muito mal a gente. A gente tem que buscar superar essas divergências do passado, sobretudo na política, porque a política é construção de um futuro melhor”. Ele falou, ontem, em entrevista à Rádio Folha FM 96,7.

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