Gabinete de Miranda poderá ser central de espionagem internacional

Fachada do Congresso Nacional.Fachada do Congresso Nacional. Foto: Ana Volpe/agência senado)
Por Marlon Derosa

O que representam Glenn Greenwald, The Intercept e David Miranda no Congresso Nacional?

Com a renúncia de Jean Wyllys e a entrada de David Miranda, companheiro de Glenn Greennwald, é necessário conhecermos quem está por trás do “The Intercept“. Afinal, é notório o poder que gozará o deputado PSOLista David Miranda na mídia local e internacional, devido ao fato de ele ser companheiro do editor do The Intercept. O veículo sempre foi plataforma de investigações como a de Snowden, que apresentavam dados confidenciais de governos e alvo de investigações pela Scotland Yard e MI6.

The Intercept

O veículo foi criado graças a doação de 50 milhões de dólares da First Look Media, uma organização criada pelo fundador do eBay, Pierre Omidyard. Aparentemente, o the Intercept foi criado para transmitir o documentário de Edward Snowden, em 2014. Em 2016, o The Intercept Brasil foi criado sendo o único país a ter uma versão especial do veículo.

First Look Media

A empresa criada por Pierre Omidyard atua no ramo de serviços tecnologia, de onde obtém lucro, e no campo do jornalismo, de onde não busca obter lucros.

Pierre Morad Omidyard

O bilionário Pierre Omidyard nasceu em Paris e é filho de pais Iranianos que migraram para França para estudar. Foi para os EUA por conta da mudança do família, já que seu pai atuava como médico urologista para a Universidade Johns Hopkins.

Pierre Omidyard foi o fundador eBAY e trabalhou a frente da organização entre 1998 e 2015. De acordo com a Forbes, em fevereiro de 2018 sua fortuna era de 10,9 bilhões de dólares. Em 2004, Pierre e sua esposa criaram a Omidyard Network, uma organização sem fins lucrativos dedicada a filantropia.

Omidyard Network

Conforme investigação divulgada pela Revista Estudos Nacionais (versão impressa, ed. “Fake news”), a Omidyard foi uma das patrocinadoras da rede internacional de Fact Checking (IFCN – International Fact-Checking Network), juntamente com a National Endowment for Democracy.

A criação do IFCN tornou-se conhecida em 2015 quando o Facebook anunciou a integração com a plataforma, nos EUA. No Brasil, em março de 2018 o Estudos Nacionais trazia um completo diagnóstico da estrutura que seria utilizada para enfrentar “fake news” nas eleições por meio do IFCN. Pouco tempo depois, entre abril e maio de 2018, o Facebook no Brasil alertava seus usuários de que utilizaria esse recurso em parceria com agências de “checagem de fato” [tradicionalmente de esquerda], podendo vir a excluir postagens caso fossem classificadas como fake news, ou então, penalizar páginas e perfis reduzindo seu alcance. A principal parceira do Facebook para fact checking, naquele momento,  era a Agência Lupa, que faz parte da Folha de São Paulo. Segundo informações de bastidores apresentada em um podcast da Revista Piauí, a Folha buscaria nas eleições de 2018 fazer de tudo para acabar com Bolsonaro, “fingindo fazer jornalismo” (sic).

A fundação Omidyard recebeu em 2016, doação de 1,3 milhão de dólares da Open Society, para o projeto de checagem de fatos (IFCN).

Forças globalistas e soviéticas

Enquanto existem diversas evidências de que o The Intercept é um instrumento da esquerda internacional e do globalismo, o general romeno Ion Mihai Pacepa indica que Snowden estaria trabalhando para a inteligência russa. Essa tese, vem ao encontro de análises de Pascal Bernardin que demonstrou, com base em inúmeros documentos e afirmações oficiais e citações de livros de personalidades como Mikhail Gorbachev, que a União Soviética nada mais fez, com a queda do muro de Berlim, do que mudar de estratégia, alinhando-se em algumas pautas do esquema globalista que já vinham sendo bem desenvolvidas no Ocidente, para exercer um poder por métodos não-aversivos baseados na manipulação das instituições de poder da sociedade. A estratégia da União Soviética, que culminou com o fortalecimento do globalismo ocidental, foca-se, hoje, no ataque aos Estados Unidos e sua influência, por meio de ações como a de Snowden para a qual o The Intercept serve de plataforma. Globalistas e russos veem nos EUA um inimigo em comum, embora cada bloco tenha seus interesses específicos.

Ex-espião do sistema soviético acusa Snowden de ser espião da inteligência russa

O artigo de Cliff Kincaid estabelece relação entre os objetivos de Snowden enquanto espião da inteligência russa e o contexto da entrada de David Miranda no Congresso Nacional no Brasil.

Quando se analisa a lista de principais coberturas do veículo do companheiro de David Miranda, o The Intercept, verifica-se algo em comum em sua grande maioria: investidas contra os Estados Unidos. Em geral, envolvem polêmicas centrais do governo federal americano, seus órgãos militares e de inteligência (NSA, Pentágono, unidades militares e FBI).

Muitos fatos e relações envolvendo a posse de David Miranda são no mínimo curiosas: a relação apontada por Pacepa/Clif Kincaid; o histórico de Glenn e Snowden; o uso do The Intercept como plataforma para Snowden; o seu financiamento globalista; a recente chegada do The Intercept ao Brasil e a saída estratégica de Jean Wyllys culmina na entrada de Miranda no Congresso Nacional. Se essas relações não são uma cascata de coincidências, elas apontam para a montagem de um escritório de inteligência dentro do Congresso Nacional, justamente quando aumenta a presença militar no governo brasileiro e ocorre uma aproximação do Brasil com os EUA e Israel.

Fonte:EsNac

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