Nos primórdios da literatura no Irã, o rei Menandro e assim falava Zaratustra…

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Nietzsche foi buscar Zaratustra para raciocinar sobre a humanidade

Antonio Rocha

Os persas são uma das civilizações mais antigas da humanidade, no segundo milênio antes de Cristo, na parte setentrional do Irã já se conhecia uma forma rudimentar de escrita cuneiforme. E na parte oriental já havia literatura oral: profana e religiosa.

O Império Persa dos Aquemênidas (600-300 antes de Cristo) estendeu-se desde a antiga Mesopotâmia até a Índia, do Mar Cáspio ao Golfo Pérsico. Abrangia grande parte do continente asiático.

A literatura profana constitui-se de registros dos reis aquemênidas e seus feitos. É nessa época que surge o profeta e reformador religioso Zaratustra.

ZEND-AVESTA – Suas pregações depois são compiladas no famoso livro Zend-Avesta, e o estilo lembra um pouco os Rig-Vedas, os mais antigos Vedas da Índia.

A dinastia dos aquemênidas termina com a chegada de Alexandre, o Grande, trazendo a cultura grega. Mas, curiosamente, ao sair da Índia, Alexandre deixa nessa vasta região o “governador” Menandro, que gostava de filosofia.

Culturalmente falando, o Budismo já era uma forte presença nessa região, desde o século dois antes de Cristo, e surge então um famoso livro: “As perguntas do Rei Milinda”, que retrata o diálogo entre este “governador” Menandro e o monge budista Nagasena (Milinda é a pronúncia indiana para o nome grego Menandro).

ASSIM FALAVA… – Ou seja, a literatura iraniana contemporânea tem como base o Zend-Avesta de Zaratustra e As Perguntas do Rei Milinda, um clássico do budismo.

Quem popularizou o nome do escritor persa foi o filósofo alemão Friedrich Nietszche com “Assim Falou Zaratustra”, considerado um dos livros mais importantes do Ocidente.

(fontes: “História das Literaturas Universais”, em 6 volumes, Editorial Estampa, Lisboa, 1974; e “Milinda Panha – As Perguntas do Rei Milinda”, Livros do Mundo Inteiro, Rio de Janeiro, 1973.

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