Maluf finge ter câncer para pedir indulto com base em decreto de Bolsonaro

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Você já viu algum doente grave usando sapato, ao invés de chuinelo?

Mônica Bergamo
Folha

Os advogados dizem que o caso de Paulo Maluf se enquadra no artigo do decreto de indulto de Jair Bolsonaro, no capítulo que prevê o benefício a condenados que foram acometidos por doença grave, permanente e que imponha à pessoa “severa limitação de atividade” e “cuidados contínuos”.

Maluf tem câncer na próstata, sofre de doença coronariana e tem hipertensão arterial sistêmica, de acordo com laudos médicos. Neste ano, já foi internado seis vezes e passou 59 dias no hospital.

SEM CORRUPÇÃO? – No pedido, assinado por Ricardo Tosto e Jorge Nemr, é dito também que o crime de lavagem de dinheiro, pelo qual Maluf foi condenado a sete anos e nove meses de prisão, “não está elencado como um dos delitos impeditivos” para a aplicação do indulto —como é o caso do crime de corrupção.

O ex-prefeito, que foi condenado a regime fechado, obteve habeas corpus do STF (Supremo Tribunal Federal) no ano passado para cumprir a pena em casa, justamente por causa de seus problemas de saúde.

CINTURA FINA – O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha emagreceu na prisão. Ele tem feito atividade física todos os dias no Complexo Médico-Penal, na região metropolitana de Curitiba.

Cunha pratica cooper pelos corredores da sexta galeria, onde está preso, e faz levantamento de peso com garrafas pet cheias de água.

DATA VENIA – O parecer do Instituto dos Advogados de SP (Iasp) sobre o projeto anticrime feito pelo ministro Sergio Moro deve ser concluído nesta semana. O ministro esteve num almoço oferecido pela entidade há dois meses para falar sobre suas propostas.

Apesar do clima amistoso, Moro não convenceu os defensores. “O projeto não traz qualquer medida anticrime. Apenas recrudesce o encarceramento e propõe medidas na contramão dos conteúdos fundamentais da Constituição”, diz Miguel Pereira Neto, responsável pelo relatório.

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