Isolado, Vélez Rodríguez rasteja para tentar continuar no Ministério da Educação

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Vélez é humilhado praticamente todo dia, mas não pede demissão

Bernardo Mello Franco
O Globo

O ministro da Educação, Ricardo Vélez, está rastejando para tentar manter o emprego. Em entrevista ao “Valor Econômico”, o olavista defendeu que os livros didáticos sejam alterados para dar uma “versão mais ampla” do golpe de 1964. Na versão que ele quer impor aos estudantes, o golpe foi uma “decisão soberana da sociedade brasileira” e a ditadura militar foi um “regime democrático de força”.

As declarações são uma tentativa desesperada de bajular os generais do governo, que já pediram sua cabeça ao presidente Jair Bolsonaro.

Depois dessa entrevista, Vélez não poderá reclamar se for chamado de “lambe-botas”. É isso o que ele está fazendo em busca de apoio para continuar no MEC.

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CASA CIVIL EXONERA ASSESSOR ESPECIAL E CHEFE DE GABINETE Deu no G1

O Ministério da Educação (MEC) teve mais duas demissões nesta quinta-feira (dia 4). A Casa Civil divulgou a exoneração do assessor especial do ministro, Bruno Meirelles Garschagen, há dois meses como responsável por intermediar o contato com a imprensa, e da chefe de gabinete Josie Priscila Pereira de Jesus, que havia assumido o cargo dia 11 de março no lugar do Tiago Tondinelli.

As demissões no ministério que estão sob o comando de Ricardo Vélez Rodríguez foram assinadas por Onyx Lorenzoni, chefe da Casa Civil.

PARE DE ACREDITAR – Garshchegen é autor do livro “Pare de Acreditar no Governo”, lançado em 2015. Em entrevista ao G1, na época, o autor diz que o livro “tenta explicar o intervencionismo político pela ação do governo central e as suas consequências na vida em sociedade”. Ainda não foi anunciado quem irá entrar no lugar de Garshchagen no ministério.

Para o lugar de Josie, Marcos de Araújo foi nomeado. De acordo com o currículo registrado no sistema Lattes, Marcos é Coronel da Reserva da Polícia Militar do Distrito Federal e foi subcomandante geral da Polícia Militar do Distrito Federal em 2016.

O G1 entrou em contato com o MEC para saber os motivos das saídas e aguarda o retorno. Ao todo, desde o início da nova gestão em janeiro, pelo menos 14 pessoas já deixaram importantes cargos no Ministério da Educação.

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