Mulheres se unem através de música e dança no projeto Cores de Aidê

Mulheres com instrumentos de percussão

Mulheres unidas, dançando e tocando instrumentos de percussão, esbanjando alegria ao ritmo de samba reggae. A energia é de sororidade e empoderamento.

Assim é uma apresentação do Cores de Aidê, projeto que nasceu em 2015 no Morro do Quilombo, em Florianópolis, idealizado por Sarah Massí – atualmente regente e percussionista da banda.

O sonho de criar um espaço de troca entre mulheres, agregando as mais diversas personalidades, histórias, gerações e vivências se concretizou com êxito: em tão pouco tempo, o “Cores” já é um ícone cultural da cidade.

A arte feminina – e feminista – do grupo é contagiante, e suas letras nos inspiram a refletir sobre importantes temas como o racismo e o papel da mulher na sociedade.

Um abraço apertado entre as participantes do grupo

Origem do nome “Cores de Aidê”

Presente em cânticos de capoeira, Aidê é uma figura mitológica, representada por uma escrava africana, negra de olhos verdes e grande beleza. De grande coragem, ela teria escolhido fugir em vez de se casar com o “Senhorzinho” (mesmo em troca de liberdade). Em um quilombo,  ela encontra os negros irmãos e descobre um grande amor.

A escolha veio para simbolizar a força da mulher que não capitaliza valores e sentimentos nem teme ir contra a corrente. O termo “cores” traz vários significados: exclusões quando definimos as “cores de menina” e “cores de menino” e também quando definimos a cor de pele da “beleza padrão”.

Dança e ritmo contagiante na apresentação do grupo Cores de Aidê

Muito a oferecer

O ano de 2019 já veio com força total para o grupo. Foram diversas apresentações no Carnaval e apresentação-protesto no Dia da Mulher (aliás, esta que vos escreve esteve presente e pode dizer: foi lindo, de arrepiar!).

Mulheres com cartazes em protesto
Apresentação-protesto no Dia da Mulher

Ainda neste ano, teve início o Projeto Menina Aidê, com aulas de percussão, canto e dança para meninas. Levar a arte para a nova geração é mais uma contribuição positiva dessa iniciativa.

Fonte: Site Cores de Aidê e entrevista com a fundadora do grupo, Sarah Massí

Créditos fotos: Facebook e Felipe Carneiro/Diario Catarinense

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