Força-tarefa seguiu o caminho do dinheiro, que terminava na casa da filha de Temer

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Reforma da luxuosa casa de Maristela Temer custou R$ 1,5 milhão

Bernardo Mello
O Globo

Reformas realizadas na casa da psicóloga Maristela Temer, filha do ex-presidente Michel Temer, foram custeadas com dinheiro de propina obtida a partir da obra na usina nuclear Angra 3, segundo o Ministério Público Federal (MPF). A denúncia apresentada pelo MPF nesta quinta-feira embasou o pedido de prisão preventiva de Temer, determinada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

De acordo com a denúncia, a reforma na residência de Maristela, localizada no bairro de Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo, foi custeada por José Baptista Lima Filho, o Coronel Lima, amigo pessoal de Temer e apontado pela força-tarefa da Lava-Jato como operador do ex-presidente. Lima também foi preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira.

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O CAMINHO DO DINHEIRO, PASSO A PASSO

Esquema desviou verba de contratos de publicidade para reforma de casa da filha do ex-presidente Temer. O Coronel Lima, amigo pessoal e operador de Temer, dono da Argeplan, subcontratada na obra de Angra 3, era o operador.

No início de 2014, Lima cobrou contribuição financeira de José Antunes Sobrinho, dono da Engevix, empresa com participação na obra de Angra 3.

Sem conseguir levantar recursos em contratos de Angra 3, Antunes Sobrinho buscou esses recursos através de projetos junto à Secretaria de Aviação Civil, sob comando de Moreira Franco.

Com apoio de Moreira Franco, ministro-chefe da Secretaria da Aviação Civil, a Inframerica, sócia da Engevix na exploração de aeroportos, vende espaços publicitários no Aeroporto de Brasília por R$ 24 milhões.

A empresa Alumi, dona do contrato publicitário, repassa R$ 1,091 milhão à PDA Projetos, empresa de Lima, através de contratos fictícios.

O Coronel Lima, através de sua empresa Argeplan, paga reforma na casa de Maristela Temer, entre 2014 e 2015, no valor de R$ 1,5 milhão. Maria Rita Fratezi, mulher de Coronel Lima, é responsável pela obra.

Para o MPF, o processo configura pagamento de vantagem indevida a Temer, que teria supervisionado a execução e os gastos da obra na casa da filha Maristela, com dinheiro da propina de Angra 3.

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