10 músicas de Carnaval que você (e quase todo folião) canta errado

Hinos do Carnaval não passam alheios aos erros dos foliões. Confira essa lista

Os foliões caem na folia e escorregam nos hits carnavalescosFoto: Paulo Uchôa/LeiaJáImagens/Arquivo
por Paula Brasileiro
Carnaval é a festa da alegria desmedida, animação no maior grau, muita vontade de aproveitar tudo. E como toda festa que se preze, claro, é embalada por músicas que acabam sendo eternizadas nas ladeiras e passarelas pelas quais passam. Mas nem todo hino e hit carnavalesco consegue ser cantado devidamente pelos foliões. Além de alguns que, de fato, trazem verdadeiros trava-línguas e listas de nomes difíceis que precisam ser decorados, a efusividade da brincadeira pode influenciar no produto final. O que importa, mesmo, é carnavalizar, mas, confira algumas dessas canções que todo mundo acaba errando no bloquinho e descubra qual delas você ainda não aprendeu corretamente.

Evocação nº 1 (Nelson Ferreira)

A melodia lírica e um tanto lânguida deste frevo-canção não é o suficiente para ajudar os foliões a cantarem sua letra corretamente. Afinal de contas: ‘Felinto’; ‘Fenelon’; que nomes mais difíceis são esses? Sem contar nos nomes de blocos antigos, um tanto complicados de pronunciar no auge da folia, como ‘Pirilampos’ e ‘Apôis Fum’.

Valores do passado (Edgard Morais)

Esse aqui também apela para a memória do folião. Traz ainda mais nomes de blocos antigos, alguns completos: porque Pirilampos, na verdade, é nome composto, Pirilampos de Tejipió. E o que dizer de ‘Crisântemos’, ‘Lira do Charmion’ e ‘Turunas de São José’? Explicado o ‘enrolation’ na hora de entoar o clássico.

Voltei, Recife (Luiz Bandeira)

Aqui é proposto quase um trava-língua para quem tá curtindo o Carnaval. O frevo acelerado dificulta a pronúncia das palavras de maneira correta, e aí já se tem uma boa desculpa para enrolar na hora de cantar. Depois do ‘quero ver novamente Vassoura’, abafando, passando, dançando? Tem que ensaiar antes de sair de casa. E o que dizer da ‘embriaguês do frevo que entra na cabeça’ e depois..? Embriagado de frevo é que ninguém consegue cantar mesmo.  Observação: o correto é abafando mesmo.

Hino do Elefante de Olinda (Clídio Nigro / Clóvis Vieira)

Essa aqui tem várias ‘pegadinhas’. Já começa pelos ‘clarins de Momo’, em referência ao dono da festa que acaba virando ‘bombos’. E a saudação final ao Carnaval acaba transformando a flia em deus, há quem troque ‘salve o teu carnaval’ por ‘salve o Deus Carnaval’. Até que faria sentido, realmente.

Frevo Mulher (Zé Ramalho)

Essa música até que não tem tantas palavras difíceis, nem trocadilhos. Mas sua letra pode soar um tanto quanto rebuscada para hit carnavalesco. Ou ‘Outonos caindo secos no solo da minha mão’ não é uma poesia de Carnaval? O folião que não tiver habilidade para recitar pode se perder fácil por esses versos.

Chuva de Sombrinhas (André Rio)

Hino do Carnaval Pernambucano, que toca milhares e vezes ao longo dos dias de folia, essa música já carrega no nome alguns erros dos foliões. Primeiro que nem todos sabem que seu título é ‘Chuva de Sombrinha’, ela foi carinhosamente ‘rebatizada’ pelo povo de ‘Ai, que calor’. A letra também exige um pouco de boa memória para cantar os nomes de vários artistas locais, como Selma do Coco e Lia de Itamaracá. Um clássico!

Arrêa a lenha – (Marron Brasileiro)

Aqui também carrega uma confusão no título, todos acham que o nome da música é apenas ‘Arrêa’. Coisa que não aconteceria se todos soubéssemos que tal nome é dito no refrão da canção: “Arrea, arrea, arrea, arrea a lenha”. Na hora da ‘arriação’ a diversão é tanto que todo mundo acaba é se perdendo mesmo.

Morena Tropicana (Alceu Valença)

Essa música além de exigir um certo conhecimento horti-fruti-granjeiro, e, claro, boa memória, exige um certo cuidado com suas palavras. ‘Sumo’; ‘beijo travoso’; ‘fruta de vez temporana’; é necessária uma certa ajuda para não errar tudo isso em pleno Carnaval.

Último Regresso – (Getúlio Cavalcanti)

Esse lindo frevo de Getúlio Cavalcanti, quando toca, pode deixar aquela tristezinha. É aí que a dor de não cantar’ leva o folião a errar a letra toda; acabamos esquecendo que o pastoril é ‘da vida singular’ e que, quando o dia amanhecer o folião vai ‘ouvir ao longe pastorinhas mil’ e não se deparar com violões.

A Praieira – (Chico Science)

A música de Chico Science, outra composição elevada a hino do Carnaval nem é difícil de cantar. Porém, quando o trio elétrico puxa os primeiros acordes dessa canção, às 12h, no meio da Avenida Guararapes em pleno desfile do Galo da Madrugada, é praticamente impossível cantar qualquer coisa de forma correta devido à loucura pela qual os foliões – todos eles e elas – são tomados. Manifestação inexplicável, só vendo para crer.

fonte:

Deixe uma resposta