Erro do filho Carlos levou o presidente Bolsonaro a uma capitulação pública

Resultado de imagem para carlos bolsonaro

Carlos Bolsonaro deixou o pai numa situação delicadíssima

Vera Magalhães
Estadão

Carlos Bolsonaro pode cantar vitória e se vangloriar de ter derrubado um desafeto. Mas o filho mais ativo do presidente da República tratou de criar a primeira fissura importante no casco da popularidade do pai, e forçou-o a uma capitulação pública em vídeo para evitar (ou tentar) que Gustavo Bebianno falasse o que viu no tempo em que foi um aliado da família, e também bagunçou o coreto da política às vésperas de o governo enfrentar sua principal batalha, a da reforma da Previdência.

O vídeo em que, visivelmente constrangido, Bolsonaro fala nada com nada a respeito da saída de seu secretário-geral da Presidência, e diz que “tem de reconhecer” a dedicação, o empenho, o esforço, o comprometimento (só faltou falar dos belos olhos) de um de seus apoiadores de primeira hora, é uma confissão pública de que o presidente tem o que temer.

A QUE PREÇO? – Nada disso teria sido necessário se não fosse o afã de Carlos de querer derrubar um desafeto – que só deixou de ser aliado por conta da paranoia ideológica que guia a leitura de mundo e de política dos filhos do presidente. Carlos conseguiu seu intento, mas a que preço?

Corroeu parte da credibilidade do pai junto aos militares, que se assustaram com a presença tóxica da família em assuntos de Estado, escancarou o telhado de vidro do clã com o que Bebianno pode saber, e queimou todo o seu próprio crédito logo na primeira mesada como filho do presidente.

Sim, porque se Bebianno caiu, Carluxo também terá de sair de cena publicamente, ao menos por um tempo. Foi com isso que Bolsonaro se comprometeu diante dos muitos bombeiros que tentaram apagar o fogo que ele mesmo acendeu.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *