Ex-prefeito do Recife não descarta disputa em Jaboatão

João Paulo (PCdoB) visitou a Festa de Santo Amaro, padroeiro de Jaboatão

João Paulo (PCdoB) visitou a Festa de Santo Amaro, padroeiro de JaboatãoFoto: Divulgação

deputado estadual eleito e ex-prefeito do Recife João Paulo (PCdoB) visitou a tradicional Festa de Santo Amaro, a procissão do padroeiro da cidade de Jaboatão dos Guararapes, na noite desta quarta (16). À reportagem do Blog da Folha, afirmou ter ouvido nas ruas muitas críticas da população em relação a atual gestão municipal. Segundo ele, muitas pessoas o abordaram pedindo que ele fosse candidato em 2020.

“Eu tive lá na procissão que sempre vou. E houve uma receptividade muito forte. Parte da população insatisfeita com a gestão e uma base muito grande pedindo pra que eu fosse ser candidato a prefeito lá para fazer o que eu fiz no Recife, cuidar das pessoas. E é a mesma coisa em Recife Olinda. Mas eu estou com o olhar virado para meu mandato estadual agora, que vai começar ainda”. João Paulo não descartou a possibilidade de se candidatar, mas disse que é muito cedo pra discutir eleições municipais.

A julgar pelo seu desempenho eleitoral em Jaboatão, caso decida disputar a prefeitura em 2020, João Paulo precisará aumentar sua base eleitoral no município, que representou apenas 0,90% de sua votação para deputado, com 2.632 votos. Ele foi eleito com 29.442 votos (0,65% dos votos válidos).

O parlamentar participou da procissão ao lado do vereador líder da oposição Daniel Alves (PCdoB), sindicalistas, lideranças do movimento social, da Igreja e de dirigentes locais do partido.

Rodrigo Maia – Mesmo declarando que ainda não formou opinião sobre a decisão do PCdoB de apoiar a reeleição de Rodrigo Maia (DEM) à presidência da Câmara Federal, João Paulo comentou sobre a reação negativa que ela acarretou. “Eu acompanhei a posição oficial do partido, li a defesa e vi a posição de Manuela [D’ávila]. Como eu não estou no Congresso e não estou acompanhando, o que eu poderia dizer é que essa posição foi muito incompreensível para todos os setores da esquerda. Até que Manuela, que estava na linha de frente, comentou que lamentava. Então isso significa que deu um impacto no meio da esquerda que apoiou Haddad e Manuela, com uma repercussão muito negativa”.

Contudo, João Paulo disse entender as razões que levaram a legenda a essa decisão, diante da conjuntura nacional desfavorável. “Eu acho também que apesar de ser uma coisa que pegou todo mundo de surpresa, é outro poder. E pelos ataques às conquistas sociais, aos direitos dos trabalhadores e à soberania nacional, nós temos que ver que não estamos numa correlação de forças favorável. Isso foi um outro elemento que ajudou essa tomada de decisão”, avaliou.

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