Maior problema de Jair Bolsonaro é a falta de quadros para serem nomeados

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Levy participou da comemoração da “Turma do Guardanapo”

Carlos Newton

A posse de Jair Bolsonaro na Presidência é aguardada com a máxima ansiedade. Parte de seu eleitorado votou nele por considerá-lo o menor pior e para expulsar a falsa esquerda do eixo Planalto/Alvorada; outra parte tem uma visão mais otimista e acredita que Bolsonaro realmente possa mudar este país de uma hora para outra, como se isso fosse possível e até fácil. Portanto, não causa espanto que antes mesmo de sua posse o futuro governo já esteja eivado de dúvidas e indagações.

O fato concreto é que Bolsonaro não tem quadros e teve de delegar poderes. Mas uma coisa é transformar em superministro um herói nacional como Sérgio Moro, outra coisa muito diferente é confiar num economista de mercado para comandar a área econômica.

UMA INCÓGNITA – Diz-se que há tempos Paulo Guedes estaria próximo de Bolsonaro e cheio de ideias geniais e informações sobre todos os problemas, tipo Posto Ipiranga. Mas agora já sabemos que não é bem verdade. Pelo que se extrai em suas declarações sobre a reforma da Presidência, já se constata que Guedes não tem a menor noção do que precisa fazer.

Além de não ter ideias, também não dispõe de quadros para preencher os principais cargos de sua área. Para um governo ligado aos militares e que se diz nacionalista, é duro ter de engolir no estratégico BNDES um economista como Joaquim Levy, que era integrante da “Turma do Guardanapo” de Sérgio Cabral, lembram? A diferença é que Levy não bebe, estava sóbrio naquela noite no Clube Inglês de Paris. Mas, diz-me com quem andas que te direi quem és….

MAIS DO MESMO – Depois da escolha do globalista Levy para o BNDES, o que se pode esperar do superministro Guedes que não seja mais do mesmo, como se diz hoje em dia?

Bolsonaro pessoalmente é um desastre, mas poderia fazer um bom governo. Deveria preencher o Ministério com brasileiros de verdade, que estejam dispostos a defender os interesses nacionais, retomar o desenvolvimento e reduzir as desigualdades sociais, como é o caso do juiz Sérgio Moro, uma grande escolha, que saberá montar sua equipe com a maior facilidade.

CONTRADIÇÕES – Admita-se que o futuro presidente saiu-se bem ao indicar os generais Augusto Heleno e Fernando Azevedo para o Gabinete de Segurança Institucional e a Defesa, mas a escolha do embaixador blogueiro foi uma decisão desastrada. Embaixador não fala, não externa opiniões, precisa ser sempre contido e cauteloso, exatamente o contrário do embaixador blogueiro.

Além disso, Bolsonaro não pode deixar Paulo Guedes livre para indicar figuras como Joaquim Levy, porque a gente fica com vontade de lembrar o cantor Silvio Brito e pedir: “Pare o mundo que eu quero descer”.

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