Indiciamento sigiloso de Assange é revelado por equívoco

Indiciamento estava classificado como secreto, mas foi revelado por um equívoco de uma promotora, em um processo judicial não relacionado ao caso WikiLeaks

Indiciamento sigiloso de Assange é revelado por equívoco
Texto não detalha as acusações que pesam contra Julian Assange (Foto: David G Silvers/Cancillería del Ecuador)
O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, foi indiciado pelo governo dos Estados Unidos. A informação, que estava classificada como secreta, foi revelada por um equívoco de uma promotora-adjunta, em um processo judicial não relacionado ao caso.

A existência de acusações mantidas em sigilo pelo governo americano foi revelada por um erro da promotora-adjunta Kellen Dwyer. Ao arquivar um caso separado, a promotora pediu para manter o arquivo como confidencial. Porém, Dwyer acabou por copiar e colar no documento um parágrafo de outro arquivo, que menciona Assange.

Segundo o jornal Washington Post, a promotora, então, escreveu que “devido à sofisticação do acusado e da publicidade ao redor do caso, é improvável que outro procedimento possa manter confidencial o fato de que Assange foi acusado”. Em seguida, ela afirma que o arquivo deve “permanecer confidencial até que Assange seja preso”.

O texto não cita as acusações que pesam contra Assange, mas no passado os EUA estudaram a possibilidade de indiciá-lo por conspiração, roubo de propriedade governamental e violação da Lei de Espionagem.

A notícia foi divulgada na página do WikiLeaks no Twitter. “Furo: o Departamento de Justiça ‘acidentalmente’ revelou a existência de acusações confidenciais (ou um rascunho para elas) contra o editor do WikiLeaks Julian Assange em um aparente erro de ‘copiar e colar’ em um caso não relacionado”, diz a postagem.

Assange foi responsável por um gigantesco vazamento de documentos sigilosos do governo americano em 2010. Em 2012, ele conseguiu asilo na embaixada do Equador em Londres, onde vive desde então. O asilo foi concedido num momento que Assange corria o risco de ser extraditado para a Suécia, onde era alvo de acusações de assédio sexual, que foram arquivadas em 2017.

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