Temer reafirma com STF troca do auxílio-moradia por reajustes de juízes

Salário aumenta de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil, o que gera efeito cascata nos estados

Os presidentes do STF, Dias Toffoli, e da República, Michel Temer Foto: Ailton Freitas/Agência O Globo
Os presidentes do STF, Dias Toffoli, e da República, Michel Temer Foto: Ailton Freitas/Agência O Globo

 O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, e o vice, Luiz Fux, disseram nesta quarta-feira ao presidente Michel Temer que mantêm o acordo: em troca da sanção do reajuste do Judiciário, a Corte revogará o auxílio-moradia da forma como é pago hoje. A expectativa é de que Temer sancione o reajuste até o dia 28, último dia de prazo. A conversa foi no início da tarde no Palácio do Jaburu, onde Temer mora.

O reajuste aprovado pelo Senado é de 16,38% os rendimentos dos ministros do STF. Os contracheques passarão de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil. Esse percentual incide nos salários de toda a magistratura do país. A medida implica, ainda, no aumento do teto dos servidores públicos. O impacto do reajuste é bilionário e incidirá no orçamento do presidente eleito Jair Bolsonaro. Segundo cálculos de técnicos da Câmara, o rombo para os cofres públicos será de R$ 4 bilhões.

A conversa de Temer com o presidente do Supremo durou cerca de quarenta minutos. Também estava presente Gustavo Rocha, assessor jurídico de Temer e ministro dos Direitos Humanos. Em evento nesta quarta-feira em Campinas, o presidente disse que estava analisando o reajuste com “muito cuidado”.

– Eu estou examinando. Você sabe que eu tenho 15 dias. Eu estou examinando esse assunto com muito cuidado. Só decidirei lá na frente. Vamos ver como fazemos – afirmou Temer.

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