Presidente à procura de uma ideia. Por Ricardo Noblat

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Por Ricardo Noblat
Cortar ou respeitar direitos?
É tão gigantesca a necessidade do presidente eleito Jair Bolsonaro de manter-se em evidência nas redes sociais que muitas vezes à falta do que dizer ele diz alguma coisa e o seu contrário. Até nisso copia Donald Trump.
A propósito da reforma da Previdência que só dependeria de uma “prensa” no Congresso para ser aprovada, segundo o economista Paulo Guedes, Bolsonaro escreveu no Facebook o que empresários sopram ao seu ouvido.
“O que queremos é destravar a economia. Esse é o caminho. Os empresários têm dito para mim que nós temos que decidir: ou todos os direitos e desemprego ou menos direitos e emprego”, repetiu Bolsonaro.
Para em seguida emendar na contramão do que havia dito: “O Brasil é um país dos direitos”, todos previstos na Constituição, e por isso mesmo ele, Bolsonaro, simplesmente se recusa a eliminar tais direitos.
Ora, ora, ora… A concordar que é preciso suprimir direitos dos trabalhadores para que seja possível criar mais empregos, Bolsonaro não pode se opor a subtrair direitos, mesmo se previstos na Constituição.
De fato, os empresários podem querer, o futuro xerife da economia recomendar, mas Bolsonaro ainda não faz a mínima ideia sobre o tamanho da reforma da Previdência que imagina bancar quando assumir o cargo.
A título de sugestão, talvez fosse o caso de ele ouvir vozes que despreza ou que não se fazem escutar no seu entorno.

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