Advogado preso na Operação Capitu tentou descartar dinheiro pela privada, diz PF

Agentes da Polícia Federal encontraram cerca de R$ 3 mil dentro do vaso sanitário da residência de Mateus Gomes no momento da prisão

Um dos 17 presos na Operação Capitu, deflagrada pela Polícia Federal nesta sexta-feira, o advogado Mateus de Moura Lima Gomes tentou descartar dinheiro pela privada quando os agentes chegaram a sua casa, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

 

De acordo com a PF, Gomes tentou usar o vaso sanitário para se desfazer de cerca de R$ 3 mil em dinheiro. Os agentes encontraram as cédulas ainda em uma privada da residência.

Entre os presos, além do advogado, que foi diretor vice-presidente da Cemig, também estão o vice-governador do estado Antonio Andrade (MDB), o deputado estadual João Magalhães (MDB-MG), o deputado federal e ex-ministro da Agricultura Neri Geller (PP-MT).

O empresário Joesley Batista, sócio da J&F e dono da JBS, e os ex-executivos da J&F, Ricardo Saud e Demilton de Castro, também foram detidos, assim como outras 10 pessoas.

A operação, desdobramento da Lava-Jato, investiga suposto esquema de corrupção no Ministério da Agricultura durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

A PF ainda cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior (MDB-PB), e do prefeito de Araraquara e também ex-ministro de Dilma, Edinho Silva (PT), além de outros 61 locais.

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