Escola é para ensinar ou educar? Esta é a maior questão, que todos desprezam

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Charge de Ivan Cabral (ivancabral.com)

Antonio Fallavena

Se algo que lamento, é não ter sido professor! Agora não tenho mais tempo. Acredito que seria um bom professor. Não me consideraria um profissional ou trabalhador da área do ensino, mas assumiria como uma missão! A segunda lamentação é ter de ler, ouvi e assistir comentários e posições que beiram a insensatez.

A generalização de qualquer tema, e agora em especial com o levante “escola sem partido”, se não ocorrer correções de rumo, nos levará a lugar nenhum, ou pior, nos levará a lugares piores ainda.

Em primeiro lugar, para opinar (não palpitar) é preciso conhecer e ter vivido períodos em nossas escolas. Falar do que não se conhece, ou seja, “falar pelo que dizem”, não ajuda, mas prejudica.

LUTA DE CLASSES – Agora, virou uma luta de classes e de interesses de alguns setores, bem identificados! O interessante é que, a maioria do magistério não se posiciona contra o projeto, mas sindicatos e alguns partidos, sim!

Os professores conscientes e responsáveis não teme a lei. Esta parcela, certamente a maior do magistério, está calada. Normalmente assim tem se posicionado em relação a quase tudo. Trabalha, tenta cumprir com seus compromissos, mas calada. Não se posiciona. Omite-se.

Já com os pais, pelo menos a parcela que ainda assim podemos classificar como tal, desorganizados, desinformados, omissos, apenas esperam que fatos dolorosos não aconteçam com seus filhos. Enquanto for com os filhos dos outros …

DESESTÍMULO – Poucos são os que reagem e/ou se posicionam com as condições físicas, morais e temporais de participar de qualquer debate ou enfrentamento. E quando o fazem, rapidamente são desestimulados a comparecer às escolas.

Não falo pelo que leio, escuto ou assisto. falo pela presença e trabalho desempenhados ao longo dos últimos 29 anos! Opinar sobre o projeto “Escola sem partido” sem conhecer o processo todo – no mínimo procurando entender o que ocorreu na escola nas últimas três décadas; analisando, sem exacerbações, as razões e os motivos que o levaram a tais debates nos dias atuais, tudo isso necessita de maiores cuidados e atenções nas conclusões e busca de soluções.

A escola merece isto, notadamente a escola pública, tão necessária e, ao mesmo tempo, tão abandonada por quase todos.

PAPEL DA ESCOLA – E a grande e primeira discussão, que precisa ser enfrentada pela sociedade, é aquela que diz respeito ao verdadeiro papel que deve desempenhar a maior, mais valiosa e mais necessária instituição de um país, que é a escola.

Aqui encontramos o nosso “calcanhar de Aquiles”. Pergunto: afinal, a escola é para escolarizar (ensinar) ou para educar? Concluo: se for para educar, o estado não poderá ser laico! Na minha infância, brincávamos de escola. Faz muito, sociedade e governantes, brincam com a escola!

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