pós vitória de Bolsonaro, alta de investimentos e queda do dólar vão depender da definição política

Euforia com o novo presidente vira otimismo moderado e mercado agora aguarda os anúncios do futuro governo para decidir apostar no Brasil

Após vitória de Bolsonaro, alta de investimentos e queda do dólar vão depender da definição política
             Foto: MBM/Unsplash

A euforia do mercado financeiro com a expectativa de uma vitória de Jair Bolsonaro–confirmada neste domingo (28) nas urnas– vista nos últimos meses dá agora lugar a um otimismo moderado.

A continuação da “lua de mel” com o novo presidente vai depender da escolha da equipe econômica e da confirmação do compromisso com o ajuste fiscal, privatizações e reforma da Previdência.

O mercado torce para que Ilan Goldfajn continue à frente do Banco Central (BC). Também se fala na possibilidade permanência de Eduardo Guardia e de Mansueto Almeida, da Fazenda, no governo.
Também são esperados sinais mais consistentes de boa coordenação política com o Congresso.

Para o economista-chefe da DMI Group, Daniel Xavier, caso o ambiente de negociação entre o presidente e o Congresso seja difícil, isto pode por acabar comprometendo o andamento das reformas econômicas no próximo mandato. “A equipe do Executivo necessita de um Congresso que esteja disposto a colocar em pauta as (impopulares e necessárias) medidas fiscais.

A eleição dos presidentes das Câmaras e do Senado, previstas para o começo de 2019, poderá significar um sinalizador desta relação”, diz Xavier.

A avaliação é que, enquanto não houver clareza sobre o rumo a ser adotado, os investimentos estrangeiros em ativos e projetos no Brasil devem ficar “parados”.

Esse compasso de espera deve se manter em novembro e dezembro, quando é esperado que Bolsonaro defina a composição de seus ministérios.

“As empresas multinacionais contam que vão esperar para ver”, segundo Alec Lee, analista para Brasil do Frontier Strategy Group, consultoria especializada em mercados emergentes.

O primeiro teste será já com o discurso de Paulo Guedes, futuro superministro da Economia.
Caso os sinais esperados se confirmem, o dólar terá espaço para cair mais e os investimentos produtivos subirem.

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