Novo abrigo para venezuelanos é inaugurado em Roraima

O abrigo público fica em Boa Vista, na capital de Roraima, e tem capacidade para mil pessoas

Novo abrigo para venezuelanos é inaugurado em Roraima
Objetivo é permitir uma melhor qualidade devida aos venezuelanos (Foto: Luiz Fernando Godinho/Acnur)
A Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) e as Forças Armadas do Brasil inauguraram um novo abrigo para venezuelanos na última segunda-feira, 22. O abrigo público fica em Boa Vista, na capital de Roraima, e tem capacidade para mil pessoas.

Já em um primeiro momento o Rondon 3, como foi chamado o 13º abrigo público de Roraima, recebeu 200 pessoas de perfil vulnerável que estavam em Pacaraima. Todos os venezuelanos já foram registrados e documentados.

O objetivo do novo abrigo é reduzir o número de venezuelanos nas ruas de Roraima. Os estrangeiros seguem fugindo do país de origem em busca de melhores condições de vida, já que uma crise econômica, humanitária e política assola a Venezuela. Agora, com a nova instalação, cerca de 5,5 mil venezuelanos já estão abrigados no estado.

“Estamos sendo muito bem tratados desde que chegamos em Pacaraima, há duas semanas. Não foi fácil deixar nosso país, mas queremos um futuro melhor”, contou um venezuelano, que chegou ao abrigo com sua esposa e duas filhas.

Os venezuelanos encaminhados para o abrigo foram vacinados ainda em Pacaraima. No Rondon 3, eles terão direito a três refeições diárias e terão que respeitar algumas regras, como a proibição de drogas, cigarros e bebidas alcoólicas, além do horário de entrada e saída. Cada família terá como responsabilidade a limpeza da sua habitação. Ao todo, o Rondon 3 terá 93 residências “Better Shelter”, que comporta até seis pessoas, contém quatro janelas e é abastecida com energia solar, e 69 tendas do Exército.

“Este abrigo foi construído em 70 dias, e continuamos nossos esforços para apoiar os venezuelanos que estão nas ruas. Vamos melhorar a logística alimentação para atender um maior número de pessoas”, garantiu o major Eduardo Milanez, porta-voz da Operação Acolhida – parceria das Forças Armadas, governo federal, agências da Organização das Nações Unidas (ONU) e entidades da sociedade civil.

Assim que chegaram ao abrigo, os venezuelanos receberam um kit de higiene pessoal e limpeza, além de colchões e papel higiênico. Os imigrantes que estavam com bebês também receberam fraldas. Os itens foram fornecidos pela Acnur, pela Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (Adra) e pela Associação Voluntários para o Serviço Internacional (AVSI).

“Com a abertura deste novo abrigo temporário, os atores humanitários em Roraima estão melhores equipados para responder às necessidades dos venezuelanos que chegam em Boa Vista, reduzindo a pressão sobre as comunidades de acolhida”, destacou Jeff Wilkinson, chefe do escritório da Acnur em Boa Vista.

De acordo com dados oficiais, 2,6 milhões de venezuelanos vivem fora de seu país atualmente. Aproximadamente 70% destas pessoas vivem em outras nações da América do Sul. No Brasil, mais de 65 mil venezuelanos já pediram refúgio e outros 19 mil solicitaram residência temporária.

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