Com a derrota nas urnas, PT aposta em “terceiro turno” no tapetão do TSE

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Charge do Kacio (Arquivo Google)

Andréia Sadi
G1 Brasília

Com as mais recentes pesquisas Ibope e Datafolha indicando vantagem de 18 pontos percentuais de Jair Bolsonaro sobre Fernando Haddad no segundo turno, aliados do presidenciável do PSL avaliam nos bastidores que o PT já se prepara para um “terceiro turno”: questionaria a vitória do adversário no Tribunal Superior Eleitoral.

Integrantes da campanha de Fernando Haddad admitem, de forma reservada, que em caso de derrota nas urnas, o PT quer se reposicionar como principal partido de oposição – dominando a esquerda – e precisará de uma nova narrativa a partir de 2019.

DILMA DERROTADA – Os próprios petistas admitem que o discurso de que o impeachment de Dilma Rousseff foi “golpe” se enfraqueceu. Nas palavras de um dirigente petista, “está vencido” com a derrota da ex-presidente ao Senado, em Minas Gerais.

Também a narrativa de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é “vítima” da Justiça e maior líder político do país perdeu força diante da onda Bolsonaro e do desempenho dos candidatos apoiados pelo presidenciável do PSL nos Estados.

Especialistas dos institutos de pesquisa – como Mauro Paulino, diretor do Datafolha – admitem que, hoje, Bolsonaro é o principal cabo eleitoral do país, só comparável a Lula em 2002.

QUEIXAR-SE AO TSE – Diante do quadro, petistas devem repetir o PSDB em 2014. Após a vitória de Dilma, Aécio Neves, derrotado nas urnas, foi ao TSE questionar a vitória da presidente reeleita. O TSE abriu um processo, que, no entanto, não resultou na cassação da chapa Dilma-Temer.

Mais tarde soube-se, pelo próprio senador que agora virou deputado, que a ação não era para valer. Em uma das conversas gravadas com o empresário Joesley Batista, o tucano reclamava da campanha em que foi derrotado e revelou: “Vamos entrar com um negócio aí para encher o saco deles também”.

Antes da estratégia de terceiro turno no TSE, que petistas chamam de “inexorável”, a campanha de Haddad tentará, na semana que vem, “colocar Bolsonaro na defesa” com a investigação aberta pela corte eleitoral nesta sexta-feira, a pedido do PT. O partido acusa o rival de abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação.

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