Defesa de Palocci apresenta a lista das provas e requer prisão domiciliar

O ex-ministro Antonio Palocci, durante depoimento ao juiz Sergio Moro Foto: Reprodução

Palocci entregou até o HD do computador da consultoria

Robson Bonin e Bela Megale

A defesa do ex-ministro Antonio  Palocci , hoje delator da Lava-Jato, pediu nesta quarta-feira ao Tribunal Federal da 4ª Região (TRF-4) que ele saia da cadeia e progrida para o regime de prisão domiciliar . Também solicitou que a prisão preventiva do ex-ministro seja revogada e que a pena aplicada a ele seja reduzida em dois terços na ação envolvendo as empresas Sete Brasil e a Petrobras.

Para sustentar as solicitações, os advogados de Palocci listaram 21 itens que integram a delação premiada do ex-ministro como extratos bancários com registro de entrada de propina na sua conta corrente e comprovantes de doações eleitorais oficiais realizadas em troca de favores para empresas junto ao governo. Também fazem parte do material dados de rastreadores veiculares que corroboram reuniões relatadas por Palocci e indicações de três testemunhas que confirmaram as reuniões narradas.

HD COMPLETO – O ex-ministro ainda entregou o HD com dados integrais do computador que era utilizado na sua empresa de consultoria, a Projeto, que não havia sido apreendido pela PF quando realizaram buscas no local, na 35ª fase da operação Lava-Jato, além de três celulares utilizados por seus funcionários, cópias de manuscritos e da sua agenda virtual –  dos anos de 2006 a 2010 e de 2015 e 2016.

Esse documento tem 7 mil páginas com informações como “reuniões espúrias narradas por Antonio Palocci Filho e em sua colaboração”, segundo a petição da defesa. No entanto, as provas não foram anexadas no pedido sob o argumento de que com isso a defesa violaria a cláusula de sigilo do acordo.

RELATÓRIOS – Os advogados afirmam ainda que foram elaborados 18 termos de depoimento com as declarações de Palocci que resultaram em relatórios elaborados pela Polícia Federal sobre crimes no âmbito da Sete Brasil e da Petrobras.

Relatam ainda que a colaboração do ex-ministro não se restringe à Polícia Federal do Paraná, mas inclui a Polícia Federal do Distrito Federal, que passou a ser signatária do acordo após colher depoimento de Palocci sobre crimes realizados na empresa Sete Brasil. Também afirma que, em agosto, Palocci concedeu depoimento ao Ministério Público Federal do Distrito Federal que reconheceu a delação.

Deixe uma resposta