Lula pede para ficar preso . Por Ricardo Noblat

Deixar de ser candidato, jamais!

Por Ricardo Noblat (foto)

Onde se lê coisas do tipo: “Lula retira pedido de soltura no STF para impedir discussão sobre elegibilidade”. Ou: “Com medo de ter candidatura impugnada, Lula desiste de pedido de liberdade”.Ou ainda: “Temendo inelegibilidade, Lula retira recurso do STF”. Leia-se simplesmente: Lula prefere ficar a preso a ter sua candidatura barrada pela Justiça. Pois foi isso o que se tratou.

Em junho último, a defesa de Lula entrou com recurso no Supremo Tribunal Federal pedindo que ele fosse solto e autorizado a disputar as eleições de outubro próximo. Agora desistiu do recurso com medo de que o Supremo declarasse desde já que ele não poderá ser candidato. Em resumo: a tirar a fantasia de candidato a presidente, Lula escolheu manter a fantasia de preso político.

O pedido de desistência do recurso será examinado pela ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no tribunal. Ele poderá aceitá-lo, negá-lo ou submetê-lo ao julgamento dos seus colegas em plenário. Está chegando a hora da Justiça decidir o futuro de Lula. E a Lula só interessa atrasar o relógio. Desistiu há muito tempo do papel de mediador de conflitos. Quer mais é agravá-los.

O que o general acha dos brasileiros

Preconceito e ignorância

Imagine ter como presidente da República ou como vice, o substituto, portanto, do titular do cargo, alguém que pense assim sobre os seus governados: os brasileiros herdaram dos índios a indolência (preguiça), dos negros a malandragem e dos povos ibéricos (portugueses, de preferência), a tendência a querer privilégios.

Se o deputado Jair Bolsonaro (PSL) se eleger presidente, fique desde já sabendo que o vice dele, o general da Antonio Hamilton Mourão, pensa assim de nós. Foi o que ele mesmo disse ontem em sua primeira aparição pública como vice em uma reunião na Câmara de Indústria e Comércio (CIC) de Caxias do Sul, na serra gaúcha.

Por que o general não disse, por exemplo, que os brasileiros herdaram dos índios o amor pela natureza? E dos negros o amor pela liberdade? E dos portugueses o amor pela aventura? Porque ele não pensa assim, ora bolas.

Repetindo, pensa que os índios foram ou ainda são preguiçosos, que os negros foram ou são sujeitos repletos de artimanhas para extrair vantagens, e que os portugueses foram ou são gente que gosta de desfrutar o direito concedido a poucos em detrimento da maioria.

Em tempo: o general comentou que não é racista. Preconceituoso e ignorante, ele é.

Revista Veja

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