Operação para libertar Lula começou no habeas que Toffoli presenteou a Dirceu

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Dirceu gravou vídeo festejando a soltura de Lula

Celso Serra

A “Operação Lula Livre” passou a mim a impressão que foi intencionalmente tramada e que se transformou em “Operação Tabajara” graças ao caráter e ao conhecimento jurídico do juiz Sérgio Moro e dos desembargadores do TRF-4, de Porto Alegre/RS. A cronologia dos fatos confirma isso, inclusive por terem ocorrido durante o recesso forense e a Copa do Mundo de futebol.

A meu ver, ficou patente que o início (momento zero) da “Operação Lula Livre” ocorreu na concessão pelo ministro petista Dias Toffoli do habeas corpus (ou habeas corruptos) para José Dirceu – sem que nenhum cidadão o tivesse requerido.

COORDENAÇÃO – Esse ato de Toffoli, está evidente, foi para que José Dirceu assumisse a coordenação da “Operação Lula Livre” – fato que se consumou.

Ficou patente que a gravação de José Dirceu festejando a “libertação” do Lula – https://youtu.be/iPa9Bjwe2pE –  já estava no prelo antes de noticia da decisão do desembargador petista Rogério Favretto vazar para o distinto público – uma decisão, aliás, que pareceu redigida por muitas mãos e cabeças coroadas do petismo.

Assim, a impressão que tivemos foi que a “Operação Lula Livre” já estava delineada antes mesmo da libertação de José Dirceu por seu velho comandado e amigo Toffoli.

ANTECEDÊNCIA – Os fatos ocorridos indicam que foi um plano montado com muita antecedência, mas a petralhada não contava com o elevado grau de conhecimento jurídico e firmeza de atitudes de Moro e dos desembargadores, leais ao Brasil e às instituições perante o caso.

Daí, a “Operação Lula Livre” se transformou em medíocre e vulgar “Operação Tabajara”, conforme a denominação dada pela jornalista Eliane Cantanhêde, do Estadão.

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