Resgate do guru vermelho: stop! Por  Jose Adalberto Ribeiro

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comentarista   Por  Jose Adalberto Ribeiro  – Jornalista e escritor

MONTANHAS DA AL-JAQUEIRA – Operação resgate 1: equipes de mergulhadores, médicos e socorristas entram em ação para resgatar  12 meninos numa caverna da Tailândia.  Vários meninos já foram salvos. Aleluia! Aleluia! Hosana nas alturas! Glória a Zeus no universo e paz na terra às criaturas de boa vontade!

Operação resgate 2: plantonistas do cordão encarnado trabalham para resgatar o guru da seita vermelha numa caverna da Polícia Federal no reino de Curitiba. Os devotos lançam cordas para enlaçar o guru da seita e iça-lo através das barbas vermelhas. O guru ficou suspenso pela barba, estrebuchando no ar.

Stop! O Brazil não é uma caverna da Tailândia. O presidiário da seita vermelha não é uma criança inocente. Bem-me-quer! Mal-me-quer! O presidiário da seita vermelha ficou suspenso no ar. E teje preso na caverna da PF em Curitiba.

A desastrada operação resgate do presidiário da seita vermelha faz lembrar episódio de 9 de maio de 2016. Naquele dia o bigodudo presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão, da terra dos marimbondos de fogo, assinou ato para anular o processo de Impichi de uma presidente desmiolada chamada Dilma Roussef. Pense num rebuliço! Significava afrontar decisões do Congresso Nacional, da Câmara e do Senado. Foi obrigado a recuar.

A palavra de ordem da mundiça vermelha é tumultuar. Seja sempre lembrado: os devotos da seita vermelha não desistem jamais.

Voltemos à copa do mundo de football da Fifa. Perder para a seleção da Bélgica e ser eliminada da copa é uma vergonha para o Brazil? Zero vergonha. Perder e ganhar são inerentes à natureza das sociedades civilizadas.

Vergonha é ver um presidiário afrontar a Justiça e se proclamar candidato a presidente da República por ser líder de uma seita ideológica que degradou nosso Brazil e arrebanha uma legião de devotos. Os jogadores da seleção da CBF jogam para ganhar, o mérito da vitória é dos adversários.

Feio não é perder uma pelada de football. Feio é o Brazil ser um dos campeões mundiais das olimpíadas da corrupção.

Dizem que o técnico e os jogadores da CBF não honram a camisola que vestem. Ser mercantilista faz parte da cultura nacional. Eles adoram as glândulas mamárias milionárias dos clubes e da seleção. Os jogadores amam as chuteiras. Ganhar é outra história, precisa combinar com os adversários, segundo a Lei Garrincha.

Vergonhoso é o sistema do SUS demorar 3 a 4 meses para agendar um atendimento aos pacientes mais carentes. Vergonhosas são as corporações da área de saúde que boicotam a criação de novas faculdades de Medicina para manterem seus privilégios via a reserva de mercado. São estrelas feito os reizinhos do football.

Olhai os lírios dos campos, olhai o mercantilismo de doutores da Medicina que se consideram portadores de reizinhos na região abdominal. No serviço público, determinados médicos do SUS e dos postos de saúde pública atendem aos pacientes mais pobres com menosprezo, no vapt-vupt,  nem olham a cara das pessoas humildes e escrevem garatujas nas receitas como demonstração de poder.

Autoritarismo e mandonismo estão impregnados na cultura e na  alma das estrelas do nosso reino auriverde.

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