Escolha de novo presidente agita os corredores da Alepe

Deputados estaduais prestam um minuto de silêncio durante sessão nesta terça-feira (3)

Deputados estaduais prestam um minuto de silêncio durante sessão nesta terça-feira (3)Foto: Cortesia
Por: Daniel Leite e Ulysses Gadêlha

Os corredores da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) andam agitados, após o falecimento do seu principal líder, Guilherme Uchoa (PSC). No momento em que o Legislativo prestava homenagem ao parlamentar, na manhã desta quarta (04), deputados já tratavam da sucessão, identificando os candidatos em potencial que podem assumir o posto, que conta com estrutura e verbas significativas. Neste contexto, representantes do governo Paulo Câmara (PSB) articulam lançar nomes para tentar neutralizar o aumento da influência do PP na Casa.

Na base aliada, o sentimento é que o governo precisa garantir a presidência da Alepe, para evitar problemas de governabilidade na próxima legislatura e impedir o fortalecimento de rivais. Assim, três nomes despontam para encarar o desafio: Waldemar Borges, Nilton Mota e Isaltino Nascimento, todos do PSB. Waldemar e Nilton estiveram, inclusive, reunidos na manhã desta quarta com o deputado Aluísio Lessa (PSB), para discutir o cenário interno. O deputado Romário Dias (PSD), que já comandou o Legislativo por três vezes, também pode disputar como um nome de consenso.

Já o PP, liderado no estado pelo deputado federal Eduardo da Fonte, também tentará ficar na presidência, alegando que possui a maior bancada da Casa, com 14 membros, e que, por isso, critério da proporcionalidade deve prevalecer. O Pastor Cleiton Collins, que assumiu interinamente o controle da Alepe, é um dos cotados do partido. Eriberto Medeiros e Antônio Moraes também podem ser indicados.

Além disso, o PP pode contar com reforços. O líder da Oposição, Silvio Costa Filho (PRB), já deu sinais de que deve atuar para minar os planos do governo. Nesta quarta, tratou de defender a antecipação da eleição interna para semana que vem, o que poderia limitar o tempo do governo para angariar apoios. “Não é saudável discutir eleição de Mesa Diretora durante o processo eleitoral“, argumentou.

Capital político
Mesmo após aumentar a participação no governo, com a recente indicação para a presidência do Porto de Suape, Eduardo da Fonte ainda mantém o plano de emplacar um de seus quadros como candidato a senador, pela Frente Popular. Se conseguir a presidência da Alepe, claro, terá ainda mais poder de barganha junto ao governo, que pensa em lançar o deputado federal Jarbas Vasconcelos (PMDB) e o senador Humberto Costa (PT), caso a aliança com os petistas avance.

De acordo com o regimento da Alepe, em caso de vacância, a eleição para presidente do Legislativo deve ocorrer dentro de 60 dias, antes do término do mandato. O pleito, desta forma, deve ser realizado no prazo de cinco reuniões ordinárias plenárias.

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