Lava Jato volta às ruas para fazer mais sete prisões em quatro Estados

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Na mira, corrupção em concessões de rodovias

Deu no G1

A Polícia Federal (PF) está nas ruas cumprindo sete mandados de prisão temporária referentes à 48ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada na manhã desta quinta-feira (22). Há ainda 50 mandados de busca e apreensão.

De acordo com a PF, o foco desta etapa, que é a primeira de 2018, é a apuração de casos de corrupção envolvendo os procedimentos de concessão de rodovias federais do Paraná que fazem parte do Anel da Integração.

A 48ª fase da operação ocorre em quatro estados: Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro. Servidores da Receita Federal e representantes do Ministério Público Federal (MPF) também participam da ação.

As investigações descobriram o uso das estruturas de lavagem de dinheiro, reveladas na Operação Lava Jato, para operacionalizar os recursos ilícitos pagos a agentes públicos, principalmente por meio dos operadores financeiros Adir Assad e Rodrigo Tacla Duran, conforme a PF.

OUTRA OPERAÇÃO – Nesta quarta-feira, em outra operação, chamada “Editor”, o ex-reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Henrique Duque de Miranda Chaves Filho, foi uma das pessoas presas pela Polícia Federal. Ele estava na cidade de Rio Casca e foi conduzido por policiais até a delegacia da PF em Juiz de Fora. Após prestar depoimento, o ex-reitor foi encaminhado ao Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp).

O advogado de defesa dele se manifestou. “Ainda não tivemos acesso à integralidade dos autos, porém, de plano já nos causa profunda estranheza a decretação de uma prisão preventiva tendo em vista que os alegados fatos que estão sendo apurados teriam ocorridos há quatro anos atrás, não tendo mais nenhuma correlação com o dia-a-dia do professor Henrique”, diz a nota.

De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Federal, o objetivo das ações da operação é apurar fraudes em licitação, falsidade ideológica em documentos públicos, concessão de vantagens contratuais indevidas, superfaturamento e peculato durante a obra de ampliação do Hospital Universitário (HU) da UFJF.

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