Jungmann: Migração de criminosos do Rio é plausível

O ministro da Defesa, Raul Jungmann disse, hoje, que a possibilidade de migração de criminosos do Rio de Janeiro para outros estados é “plausível” e “preocupa”.

Ele deu a declaração ao ser questionado por jornalistas se há o risco a intervenção federal na segurança pública do Rio dispersar bandidos para outras regiões.

Ele afirmou que o crime foge de onde há uma “eficácia maior” das forças de segurança e que esse fenômeno ocorre não só de um estado para o outro, mas também dentro dos estados.

“Acho que é plausível, porque essa migração ocorre, por exemplo dentro do Rio de Janeiro, ocorre dentro de Pernambuco, ocorre dentro de Goiás. Onde você tem uma eficácia maior das forças de segurança, o crime certamente migra. E nós temos, sim, essa é uma preocupação que a gente tem”, disse o ministro.

Jungmann também afirmou que espera que o general Walter Braga Netto apresente na próxima semana o planejamento da intervenção. Braga Netto foi o escolhido pelo presidente Michel Temer para comandar a operação no estado.

Jungmann deu a declaração a jornalistas após participar de uma reunião do Conselho Militar de Defesa, que abrange oficiais das Forças Armadas, com a presença do presidente Michel Temer.

O ministro afirmou que, pelas conversas que tem tido com Braga Netto, o interventor deve apresentar o planejamento da operação, prevista para durar até 31 de dezembro deste ano, será apresentado em entrevista coletiva à imprensa.

“Na próxima semana, espero eu, ele estará apresentando, fazendo coletiva, e iniciará, eu diria assim um fluxo de comunicação comum com vocês”, disse o ministro a jornalistas.

“Eu creio, pelo o que ele me disse, pela informação que eu tive com ele, sim. Ele fará isso. Está trabalhando intensamente”, continuou Jungmann.

Durante a intervenção, Braga Netto tem poderes de governo na estrutura de segurança fluminense, o que inclui as polícias Civil e Militar, o Corpo de Bombeiros e o sistema carcerário do estado.

Além da intervenção, que o governo classifica como administrativa, desde julho de 2017 militares das Forças Armadas atuam em operações no Rio, mantidas por um decreto de garantia da lei e da ordem (GLO).

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