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REFLEXÕES À BEIRA DE UM LIXÃO JORGE PONTES

      Por   JORGE PONTES

O que estamos assistindo nos últimos quatro anos no cenário político brasileiro nos dá várias incertezas e uma certeza definitiva: a nossa classe política é toda um lixo só.

E o que vemos nas manchetes diárias dos principais jornais brasileiros é apenas o chorume escorrendo para o esgoto da História.

A começar pelo PT e pelo PSDB, duas agremiações políticas que hoje demonstram ter a estatura e a dimensão de duas lacraias de ralo entupido.

Senão vejamos, Dilma (chefete e preposta de uma quadrilha já razoavelmente desmascarada e conhecida durante as últimas eleições), foi a escolhida por Lula, este já tido até o momento como chefão do bando petista.

Dilma, então, disputou em 2014 contra Aécio Neves (corrupto ainda desconhecido como tal), que era a alternativa preferida da classe média – até mesmo como pura antítese à candidata petista.

O melhor voto no segundo turno de 2014 foi de fato o voto em Aécio (ainda não desmascarado até então). Ou era ele ou o já desvelado abismo petista.

E Dilma concorreu tendo na mesma chapa como vice Michel Temer (hoje já desmascarado como outro corrupto) e, ao tempo das eleições, já visto com reservas por ser fisiológico e pmdebista (redundância, pois ser pmdebista já subentenderia ser fisiológico).

Vejamos que só o fato de Temer ter sido o escolhido por Lula, Dilma e o PT, para concorrer duas vezes na chapa petista, já era mais do que o suficiente para que a sociedade brasileira se colocasse inteira com o pé atrás em relação ao seu nome.

Pois bem, o eleitorado petista votou e elegeu os dois, Dilma & Temer, que hoje sabemos ser um dupla de criminosos, uma parelha de ladrões, embora de bandos distintos, inclusive já divorciados.

Esse mesmo eleitorado petista, que colocou Temer na vice presidência, e por conseguinte na linha de sucessão, agora quer, com sangue na boca, a cabeça de Temer (assim como eu também quero). Mas vociferam um “Fora Temer” como se não tivessem nada com o fato dele estar sentado na cadeira da Presidência da República.

Pois bem, o PSDB de Aécio Neves, perdedor e supostamente prejudicado no pleito de 2014, entrou no TSE em 2015 pedindo a cassação da chapa Dilma-Temer. Em suma, o mesmo Aécio Neves, o picareta que foi agora flagrado pedindo beiradas ao Joesley Batista, entrou há dois anos para derrubar Temer de seu posto na República.

E é exatamente esse mesmo PSDB, que pediu a cabeça de Temer em 2015 – e cujo respectivo julgamento encontra-se em curso ao longo dessa semana no TSE – que hoje, em peso, suporta e sustenta o mesmo Temer no poder, mesmo depois da desmoralização pública ocasionada pela divulgação das fitas gravadas por Joesley Batista.

Impende lembrar que há até pouco tempo, o PSDB era presidido por um Senador da República que pedia propina por telefone ao dono da JBS, no caso, o Senador Aécio Neves.

E todo esse suporte partidário do PSDB ocorre agora certamente em troca de cargos, de poder, de possibilidades fáticas de continuarem em condições de desviar milhões por estarem com a faca e o queijo nas mãos.

Não é tão simples o emaranhado de trampas, de conexões e de interesses.

Resumindo, o PSDB perde para a chapa de Temer em 2014 e pede a cassação dessa chapa em 2015; em 2016 se junta a Temer no seu governo tampão, e em 2017, após denúncias e divulgação de gravações que desmoralizaram de forma cabal Michel Temer, segue como arrimo de seu governo.

O PSDB, que puxou o tapete de Temer em 2015, agora o sustenta em 2017, mesmo depois do país inteiro o perceber como criminoso.

Conclusão: Lula, Dilma, Aécio, Temer e toda essa corja de políticos que vem mandando no Brasil não valem nada, assim como PSDB e PT são farinha do mesmo saco.

Mais uma vez reforço a ideia de que só temos uma saída, que é jogar essa elite política inteira na lata de lixo da História, não reelegendo mais ninguém no pleito de 2018.

Vamos deixar esse chorume descer…

Daremos lugar a gente nova, que nunca se corrompeu e que nunca jogou esse jogo sujo da nossa política.

Portanto, em 2018, renovação total do Congresso Nacional e REELEIÇÃO ZERO!

Jorge Pontes é delegado de Polícia Federal e foi diretor da Interpol no Brasil

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