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Herman Benjamin e Luiz Fux tentam manter a dignidade do TSE, mas está difícil

Daniel Teixeira/Estadão

Herman e Fux tentam manter a dignidade do TSE

No recomeço da sessão do TSE, o relator Herman Benjamin falou sobre pagamentos realizados a Mônica Moura e João Santana pelo estaleiro holandês Keppel Fels, ressaltando que não ficou claro se os depoimentos de Mônica e Santana serão ou não excluídos do processo. “Se forem extirpados, será uma decisão memorável”, ironizou o relator, acrescentando: “Para mim, no estado de direito, valor mais educativo é a aplicação da lei”. E assinalou que “é evidente a vinculação da campanha eleitoral anterior com a seguinte”, afirma Herman.

O advogado de defesa de Dilma Rousseff, Flávio Caetano, interveio para afirmar que os depoimentos de Mônica Moura e João Santana são mentirosos. O relator contra-argumentou, dizendo que “as contas do fundo partidário e de campanha se confundem. Há a mais absoluta coerência nos depoimentos de Mônica Moura e João Santana. No campo documental, a prova é vastíssima”.

CORRUPÇÃO GERAL – O ministro Gilmar Mendes pediu a palavra para afirmar que os órgãos de controle foram corrompidos, ineficientes ou falharam de forma retumbante.

“Reconheço abuso de poder político e/ou econômico na campanha de 2014”, afirmou então Herman Benjamin. “Abuso se deu por pagamentos via caixa 2 a marqueteiros. Indiferença, frieza e tom de normalidade de depoimento de (Pedro) Barusco me impressionaram”, disse o ministro-relator, acentuando que também reconhece abuso de poder por recursos do navio-sonda envolvendo Sete Brasil/Petrobrás.

Em seguida, o relator leu o depoimento do ex-ministro Guido Mantega e insistiu que as delações deveriam ser aceitas como provas, porque não haveria como investigar corrupção na Petrobrás sem incluir a Odebrecht.

ABUSOS NOTÓRIOS – O presidente Gilmar Mendes voltou a pedir a palavra: “Os abusos são tão notórios que se pediu inquérito sobre a campanha do FHC, em 1994”. E o relator completou: “É milagre que estejamos aqui no TSE, hoje, apurando esses fatos. Não era para ser. Não haverá outra oportunidade para apurar fatos dessa natureza. Existia esquema de proteção e sofisticação. Seria impossível apurarmos o que houve sem a Lava Jato.”, afirmou.

“A Odebrecht contribuiu com propina, com caixa 2. Não teríamos condição de redigir essa petição se não fosse a Lava Jato. Estávamos do outro lado da chinese wall (muralha da China)”, salientou Benjamin, acentuando: “A prova é oceânica, é de documentos, de informações passadas por autoridades estrangeiras, por meio de cooperação internacional.”

Todos estão exaustos. O ministro Luiz Fux sugeriu a paralisação do julgamento e retomada nesta sexta-feira, dia 9, às 9 horas da manhã. E a sessão foi encerrada.

 

Estadão

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