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Tirar Temer, com ministros aprovados, para botar quem?

Por Marcelo Teixeira

Vivemos uma situação impressionante, inacreditável, única: um Governo sem aprovação popular, mas totalmente aprovado em todos os setores. Vejamos: 1) Economia, ponto principal no regime capitalista, no comando de Meirelles, é aprovadíssima; 2) Minas e Energia, ministro Fernando Bezerra Filho, aprovado e bem aprovado no setor; 3) Educação, ministro Mendonça Filho, muito bem avaliado e fazendo grandes mudanças com aprovação do setor;

4) Cidades, ministro Bruno Araújo, tem feito muito sucesso pela praticidade na sua gestão. Colocou, principalmente na área da habitação, um grande programa com reconhecimento nas principais prefeituras; 5) Defesa, ministro Raul Jungmann, há muito não presenciamos uma atuação com tanta presença e eficiência, num setor que apresentou sua maior crise. Demostrou, como em todas as muitas áreas públicas que atuou, responsabilidade, segurança e eficiência. Preparado para exercer qualquer cargo público na nossa nação.

6) o grande trabalho reformista e de seriedade que Roberto Freire iniciou na Cultura, marcado com a reformulação democrática da Lei Rouanet; 7) Agricultura, nunca vi uma reação tão competente como a do Maggi na crise da carne. Sem dúvida, o melhor que já ocupou a pasta; 8) Ciências, Tecnologia e Educação, a luta que o Ministro Kassab enfrenta com as Teles e as medidas que estão sendo trabalhadas para reformulação dos Correios não devem ser interrompidas.

Como disse um amigo, “ministério não é time de futebol, que você troca o técnico e continua com os mesmos jogadores “. Portanto, temos um governo aprovado setorialmente e politicamente, com ampla maioria no Congresso, e, ainda, avançando com as reformas que são prometidas nas campanhas desde a ditadura. Não podemos recuar. Precisamos aprovar as reformas em curso para partir para as reformas políticas, que o grande líder empresarial, Paulo Skaf, deflagrou no manifesto da FIESP.

Que hipocrisia achar que um presidente da República, ou governador ou presidente de qualquer outro partido não tem agenda particular. E achar que, no dia seguinte, sem qualquer prova da conversa com o particular, pudesse o presidente denunciar o bandido da carne pela conversa que ouviu. O presidente ia ficar no bate-boca com o bandido da carne que ia desmenti-lo. E aí? Tirar Temer significa desmanchar o governo e as reformas, quando não existe nenhuma acusação de propina contra o presidente. E vamos entregar a presidência, neste momento tão aprovada setorialmente, a quem?

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