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May irá reclamar com Trump após informações de atentado vazarem em jornal americano

Jornal americano divulgou imagens do local do ataque e causou mal-estar entre autoridades britânicas.

Por G1

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, vai se queixar nesta quinta-feira (25) ao presidente dos EUA, Donald Trump, dos vazamentos de informações sobre o atentado de Manchester. A conversa deve acontecer durante o encontro na cúpula da Otan, em Bruxelas, na Bélgica.

A BBC informou que a polícia de Manchester deixou de compartilhar informações com as autoridades dos Estados Unidos após os vazamentos na imprensa de informações sigilosas, de acordo com a agência Efe.

Na quarta-feira (24), o jornal “New York Times” divulgou imagens do local do ataque, que deixou 22 mortos e 64 feridos, entre eles várias crianças, provocou um grande mal-estar entre as autoridades britânicas.

O conselho Nacional de Chefes de Polícia do Reino Unido considerou, em declarações divulgadas hoje pela imprensa local, que “prejudicam as investigações, a confiança das vítimas, dos testemunhas e seus familiares”, de acordo com a Efe.

O Reino Unido continua em alerta crítico para atentados. O nível de ameaça foi elevado ao seu nível mais alto pela primeira vez em 10 anos por causa do atentado em Manchester. Oito pessoas já foram presas por suspeita de relação com o ataque.

Bomba ‘potente e sofisticada’
A bomba detonada no ataque era potente e sofisticada, segundo fotos da polícia britânica reveladas e analisadas nesta quarta pelo jornal “The New York Times”. A análise inicial da bomba, baseada em elementos fotografados e recolhidos na cena do crime, não permitem deduzir a quantidade ou o tipo de explosivo que compunha a carga, mas faz pensar que se tratava de um dispositivo artesanal fabricado depois de uma “profunda reflexão e com cuidado”, segundo o jornal americano.

O periódico publica com exclusividade fotos nas quais são vistos diferentes elementos do explosivo, do detonador a uma bateria, passando por fragmentos de uma mochila azul, pedaços de metal e de parafusos.

Estes elementos, analisados por pessoas especializadas em manejo de explosivos, e que foram consultadas pelo jornal, permitem deduzir que a bomba era “potente, dotada de uma carga ultrarrápida e que o projétil foi colocado com cuidado e metodicamente” para causar o maior dano possível.

 

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