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Andrea Neves era a estrategista de Aécio

Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves, chega ao Instituto Médico Legal

Andrea Neves chega ao Institto Médico Legal

Folha de S.Paulo – José Marques

A imagem pública do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) foi moldada pela irmã mais velha, Andrea Neves, 58, presa nesta quinta (18) pela Polícia Federal.

Apesar de preferir evitar exposição pública, a neta de Tancredo foi a grande estrategista da gestão Aécio desde o período em que ele governou Minas (2003-2010), controlando discursos e aparições do então governador e gerindo crises do mandato.

A Aécio, melhor no trato pessoal, cabia a parte de fazer política miúda e ser a figura de destaque da família. Segundo aliados, os dois se complementavam.

No governo, ela comandava oficialmente o Servas, -serviço social ligado ao governo cuja presidência normalmente é reservada às primeiras-damas- e coordenava o grupo responsável pela comunicação do Estado. Os cargos, diz Aécio, não eram remunerados.

Andrea também ajudou a tocar as campanhas do irmão, inclusive à Presidência em 2014, e de aliados, como o ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda (PSB), eleito em 2008.

Obsessiva por trabalho, ficou conhecida pela rigidez nas cobranças a quem trabalhava com ela. Também era temida pelo modo como desconstruía os adversários nas campanhas. Dizia que na eleição não se dá um soco no adversário, mas “se faz furinhos e deixa ele sangrar”.

Embora a própria Andrea nunca tenha se candidatado, sempre foi ligada à política, inclusive por acaso -em 1981, ia a um show de comemoração ao Dia do Trabalhador no Riocentro quando socorreu o capitão que transportava as bombas que explodiram no conhecido atentado frustrado no local.

Recentemente, decidiu fazer uma rara aparição para se defender. Publicou um vídeo na internet em que chora ao negar acusação de ter recebido dinheiro da Odebrecht em conta no exterior. “Eu gostaria de olhar nos olhos da minha mãe e da minha filha e dizer: é mentira”, afirmou no vídeo.

Andrea foi presa em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, por outra acusação. O empresário Joesly Batista, da JBS, disse em delação ela pediu dinheiro em nome do irmão. O advogado dela, Marcelo Leonardo, afirma que a relação com o empresário era “de caráter pessoal e sem nenhum vínculo com a administração pública”.

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