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Líder do governo Temer é alvo da Lava Jato, suspeito de tentativa de assassinato e réu em três ações no STF

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O deputado federal, André Moura (PSC-SE), agora líder do governo Temer na Câmara Federal, responde por três ações penais no Supremo Tribunal Federal onde é acusado de desviar dinheiro público, além de ser investigado em pelo menos três outros inquéritos, entre eles por suposta participação em tentativa de homicídio e no esquema de corrupção da Petrobras.

Moura foi indicado por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de quem é uma espécie de braço-direito. O deputado nega todas as acusações, foi transformado em réu no Supremo em 2015, respondendo por crime de responsabilidade, quadrilha ou bando e improbidade administrativa.

As denúncias envolvem crimes de apropriação, desvio ou utilização de bens públicos do Município de Pirambu (SE), na gestão do então prefeito Juarez Batista dos Santos, no período de janeiro de 2005 a janeiro de 2007. Antes disso, Moura foi prefeito da cidade por dois mandatos.

De acordo com a acusação, mesmo depois de deixar a prefeitura, Moura teria continuado a atuar como “prefeito de fato” e continuado a usar bens e serviços custeados pela administração municipal, a exemplo de gêneros alimentícios, telefones celulares, veículos da frota municipal e servidores que atuavam como motoristas. Além disso, a denúncia mostra ainda que a prefeitura pagou compras em supermercados que foram entregues na residência e no escritório político do deputado.

Sobre essas acusações, a defesa de André Moura alegou que embora tenha apoiado o prefeito que o sucedeu, razões políticas fizeram com que Moura e Juarez dos Santos se tornassem desafetos políticos, o que teria levado o então prefeito a prejudicá-lo, apresentando falsas denúncias sem a apresentação de provas.

Tentativa de Homicídio

Moura é investigado pela tentativa de assassinato do vigilante da casa de Juarez Santos. Segundo o prefeito, Moura teria encomendado repasse de R$ 1 milhão entre abril e setembro, com a negativa de Juarez, ele teria passado a receber ameaças que culminaram com troca de tiros que feriram o vigilante de sua casa, disparados por quatro homens encapuzados.

Lava Jato

Moura é investigado na Lava Jato do STF. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, suspeita que o parlamentar tenha apresentado requerimentos e atuado na Câmara para pressionar o grupo Schahin, por causa de uma disputa com o corretor de valores Lúcio Bolonha Funaro, que é próximo a Cunha. Funaro também é investigado. Além disso, outro inquérito aponta suspeita de que líder do governo na Câmara fez contratações ilegais de empresas de comunicação quando era deputado estadual.

Defesa nega acusações

Sobre as ações penais e a suspeita de participação na tentativa de homicídio, a defesa do deputado diz que “as afirmações do Ministério Público baseiam-se somente nas acusações de um ex-prefeito de Pirambu, desafeto político de André Moura, que as fez com a clara intenção de tentar prejudicá-lo, apresentando denúncias falsas, jamais confirmadas através de qualquer prova material”.

Em relação ao inquérito da Lava Jato, Moura diz que respeita o Ministério Público e Janot, mas que “não vê motivo plausível para o pedido de investigação” já que as acusações, diz, não se referem a corrupção, mas “por ter sido André Moura ‘agressivo’ e ter ‘humilhado’, nas palavras do procurador-geral, os dirigentes do Grupo Schahin na convocação destes, feita no ano passado, pela CPI da Petrobras, da qual era sub-relator”.
O deputado diz que na condição de sub-relator era o seu dever “questionar interrogados e buscar esclarecer supostos malfeitos praticados contra o serviço público, não importando o tom ou a contundência da sua oratória”. Ele diz que se manterá disposto a agir de modo idêntico em todas as ocasiões em que o interesse público estiver em jogo.

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