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STF determina afastamento de Aécio Neves do Senado

Supremo também autorizou buscas no gabinete do senador tucano, mas ainda deve decidir sobre pedido de prisão

  

POR JAILTON DE CARVALHO E CRISTIANE JUNGBLUT

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou nesta quinta-feira o afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG), além de autorizar buscas em endereços ligados ao tucano, que teve o pedido de prisão feito pelo procurador-geral Rodrigo Janot negado pelo ministro relator da Lava-Jato no STF Edson Fachin, que negou horas depois o envio do caso ao plenário. Também foi pedida a prisão do deputado Rocha Loures (PMDB-PR).

A cúpula do Senado e o senador tucanoi já receberam oficialmente o despacho do ministro Fachin de determinar o afastamento do senador do mandato.

O advogado-geral do Senado, Alberto Cascais, acompanha a ação no gabinete do senador do PSDB. Cascais foi designado pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), depois que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu que o Senado designasse uma pessoa para acompanhar os mandados nos gabinetes.

A Polícia Federal (PF) chegou logo nas primeiras horas da manhã a diferentes endereços ligados ao senador, presidente nacional do PSDB. A operação se estende ainda aos gabinetes no Congresso do próprio Aécio Neves, Zeze Perella e Rocha Loures e à residência de Andréa Neves, irmã do senador. Os imóveis de Aécio são localizados no Lago Sul, em Brasília; em Ipanema, no Rio de Janeiro; e em Anchieta (MG). Ele também tem uma fazenda no município de Cláudio, no interior de Minas.

A PF apreendeu um celular, um tablet e documentos na casa do Aécio no Lago Sul, em Brasília. O senador teria dito que o celular era novo, sem uso, mas os policiais levaram mesmo assim.

No despacho, o ministro Edson Fachin ordena a prisão de Andrea Neves da Cunha, Frederico Pacheco de Medeiros e Mendherson Souza Lima. Segundo o documento, o cumprimento deve ocorrer com a “máxima discrição e com a menor ostensividade”.

O ministro relator da Lava-Jato também cita uma frase em latim: “Iuris praecepta sunt haec: honeste vivere, alterum non laedere, suum cuique tribuere” (Tradução: Esses são os preceitos do direito: viver honestamente, não causar dano a outrem e dar a cada um o que é seu”).

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